Humanização dos serviços “A linguagem religiosa num contexto secular”

No âmbito dos 518 anos, o Frei Hermano Filipe Rodrigues proferiu uma palestra sobre a humanização dos serviços, com o tema “A linguagem religiosa num mundo secular”, no auditório da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos.

“A regra de ouro não é a que convida a tratar os outros como gostaríamos que nos tratassem, mas como eles gostariam de ser tratados, quer dizer, centrarmo-nos na pessoa do destinatário da visita”, destacou o Frei Hermano Filipe Rodrigues, na palestra sobre humanização dos serviços com o tema “A linguagem religiosa num mundo secular”, que decorreu, ontem, no auditório da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos.
Em mais uma atividade do programa comemorativo dos 518 anos, o capelão da instituição apresentou uma verdadeira lição de sapiência aos participantes desta palestra, maioritariamente colaboradores da instituição que lidam diariamente com a fragilidade humana.
Ficou bem claro que a linguagem que usamos no dia-a-dia, nomeadamente com doentes e idosos, nem sempre é a mais adequada apesar de estarmos convencidos do contrário. 
Frei Hermano Filipe Rodrigues demonstrou em dezanove pontos quais são as más e boas práticas em diversas situações, sendo que destacou o facto de ser essencial centrar-se na pessoa considerando-a “em todas as suas dimensões, quer dizer, na dimensão física, intelectual, social, emocional, espiritual e religiosa”, promovendo a escuta e o silêncio quando necessário.
Das numerosas boas práticas que o Frei Filipe Rodrigues foi apresentando, realça-se “promover a responsabilidade do doente na tomada de decisões, identificar as áreas de força que o utente pode adquirir para viver responsavelmente as suas limitações e estimular as capacidades que o paciente tem e favorecer o seu desenvolvimento máximo”.
Como infundir esperança, acompanhar e perdoar, celebrar os êxitos, que linguagem usar no caso da visita ao doente de alzheimer ou ao doente em fim de vida ou ainda a complexa questão de como acompanhar o luto, foram alguns dos pontos abordados, ficando a possibilidade de aprofundar algumas destas questões nos equipamentos da instituição.


SCM Barcelos, 30 MAIO 2018

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