Dia Mundial da Doença de Alzheimer

Artigo assinado pela Diretora Técnica de lar e Psicóloga com especialidade em psicogerontologia, Marlene Gonçalves, para assinalar o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

A demência de Alzheimer é actualmente um dos maiores desafios para a sociedade.

Como perceber se pequenos esquecimentos são normais ou se indicam que algo mais grave poderá estar a desenvolver-se?

As respostas são tão complexas como a doença, mas existem sinais que devemos estar atentos:

 - Confusão/desorientação que podem levar a que a pessoa se perca em locais que lhe são familiares;

 - Perda de capacidade para realizar atividades que anteriormente eram simples (ex. cozinhar);

 - Esquecimentos com impacto significativo, como esquecer-se da boca do fogão acesa.

A evolução da doença é também complexa. O doente pode começar por ficar desorientado, até deixar de reconhecer familiares próximos, podendo ocorrer mudanças de comportamento e de personalidade drásticas.

Lidar com estes utentes é desafiante e gera, frequentemente, grande desgaste emocional. Quando os cuidadores são informais (ex. família) é imprescindível que estes possam ter a oportunidade de descanso. Atualmente, é possível o internamento do doente, por tempo limitado, numa Unidade de Cuidados Continuados, para permitir o descanso do cuidador.

Por outro lado, os cuidados formais apresentam características que são extremamente benéficas, pois permitem que o doente seja integrado num ambiente com uma rotina bem definida, em espaços seguros e sem obstáculos, que seja acompanhado por uma equipa multidisciplinar e técnicos preparados, com possibilidade de integrar diferentes atividades de estimulação.

Acima de tudo, devemos todos adotar uma postura tranquila e empática. Devemos entender que quando um doente de Alzheimer deixa de ser capaz de reconhecer o filho, insistir para que o identifique apenas causa mais ansiedade.

Um pouco de paciência, atenção e compreensão podem fazer a diferença!


SCM Barcelos, 21 SETEMBRO 2018

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