O mês de outubro terminou, na Misericórdia de Barcelos, com momentos vividos entre o susto e o encanto. “Doçura ou travessura?” foi ponto de partida para momentos de grande animação, convívio e criatividade. O Halloween, celebrado a 31 de outubro, é uma tradição de origem anglo-saxónica, que tem vindo a ganhar expressão também no nosso país. Na SCMB, a data foi assinalada em várias unidades operacionais, com disfarces, ambientes sombrios e outros elementos assustadores. Ao longo do dia, vampiros, fantasmas, esqueletos e bruxinhas vaguearam entre teias de aranha, morcegos, luzes a tremeluzir e abóboras decoradas a preceito. Não se assuste! As fotografias são, afinal, misteriosa e assustadoramente encantadoras! Creche “As Formiguinhas” [ALBUM:1584] Centro Infantil de Barcelos [ALBUM:1585] Centro Social Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa [ALBUM:1586] Infantário Rainha Santa Isabel [ALBUM:1587] Lar Nossa Senhora da Misericórdia e Centro de Dia [ALBUM:1588]
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A secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, presidiu, esta quinta-feira, à inauguração da requalificação e alargamento do Centro Infantil de Barcelos, que permitiu a criação de mais 32 lugares na resposta de creche. Num dia e num ambiente “de festa”, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, Nuno Reis, partilhou uma inquietação transversal às instituições de solidariedade social: “Mais difícil que abrir alguma resposta, é mantê-la aberta e em operação sustentável e de qualidade”. Indicando, a título de exemplo ilustrativo, o custo médio de frequência no pré-escolar em cada uma das unidades da SCMB, o dirigente apelou à sensibilidade e proximidade da governante para “ajudar a diminuir esta discrepância entre os custos reais de frequência e as comparticipações públicas”. “Não seria positivo para o todo integrado que o setor social, no futuro, se veja na contingência de ficar à margem ou mesmo arredado do pré-escolar”, concluiu. Ainda que o pré-escolar seja também da tutela da Educação, Clara Marques Mendes respondeu ao desafio, comprometendo-se com a atualização das comparticipações: “Naturalmente, vamos atualizar o [valor da comparticipação do] pré-escolar. Não sei exatamente quanto irá ser o valor que vamos atualizar, mas temos aqui este compromisso: até ao final da legislatura, chegar aos 50%, à exceção das respostas gratuitas, que têm que naturalmente ser comparticipadas na sua totalidade”. Devolver espaço à comunidade no serviço à infância A requalificação e alargamento do Centro Infantil de Barcelos decorreu na sequência de uma candidatura bem-sucedida a fundos do Plano de Recuperação e Resiliência e representa mais um “importante investimento” da SCMB, a “pensar na pessoa, na família e em responder às necessidades da comunidade”. “É de facto um significado de renovação, de regeneração, quando se tem a possibilidade de intervir num espaço, que não tinha qualquer serventia e estava fechado, e devolvê-lo à comunidade com uma serventia tão nobre quanto aquela de poder criar e poder ajudar a cuidar de mais 32 crianças”, sublinhou o provedor da instituição, Nuno Reis. Na cerimónia, a secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, enalteceu o trabalho da Misericórdia de Barcelos, nas suas várias áreas de intervenção: “É com grande orgulho que vejo aquilo que tem sido feito e parabéns ao seu Provedor e a toda a sua equipa por aquilo que têm feito nestes últimos anos para não só melhorarem as respostas, como aumentarem as respostas. Elas são necessárias e nada ou ninguém melhor que estas instituições, que a Santa Casa da Misericórdia, para dar estas respostas de proximidade, para chegar às pessoas, desde as crianças, aos mais jovens, aos idosos, as questões sociais, as questões da saúde. Portanto, é extraordinário!” Em representação do Município de Barcelos, Dalva Rodrigues, vereadora com o pelouro da Educação, foi porta-voz de “um orgulho e um contentamento muito grande” pela aposta reforçada na Educação, salientando o trabalho em rede para que “estas crianças sejam felizes e sejam jovens de futuro e com um futuro promissor”. [ALBUM:1583] Além da secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, a inauguração da requalificação e alargamento do Centro Infantil de Barcelos contou com a presença de representantes de várias outras entidades e instituições parceiras, dos órgãos sociais e de colaboradores da SCMB.
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A Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, preside à inauguração da requalificação e alargamento do Centro Infantil de Barcelos (CIB), que decorrerá a 29 de outubro. Esta intervenção representa a criação de 32 novos lugares na resposta social de Creche e traduz mais um “importante investimento” da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, a “pensar na pessoa, na família e em responder às necessidades da comunidade”. A requalificação e alargamento decorreu na sequência de uma candidatura bem-sucedida a fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A cerimónia de inauguração decorrerá na quinta-feira, dia 29 de outubro, pelas 15h00, no CIB, sito no Campo 25 de Abril.
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Atualmente, associamos os bancos e as finanças ao mundo moderno, mas, antigamente, as Santas Casas da Misericórdia desempenharam um papel financeiro surpreendente. Numa época em que não existia nenhum banco formal em Portugal (o primeiro só surgiria nos anos 20 do século XIX), as Misericórdias tornaram-se os principais centros de empréstimo a juros para as comunidades. Para compreendermos o peso destas questões no dia a dia das instituições, nada melhor do que recuar aos registos originais. Corria o ano de 1709, em plena Guerra da Sucessão Espanhola — um conflito de grande escala que envolvia a Europa Ocidental e colocava Portugal (integrado na Grande Aliança desde o Tratado de Methuen, em 1703) ao lado da Inglaterra, das Províncias Unidas e da Áustria, contra Filipe V de Espanha e a França. Na fronteira peninsular, as operações militares no Alentejo e na Estremadura espanhola faziam-se sentir duramente, marcadas por episódios desfavoráveis aos aliados, como a Batalha da Gudiña (conhecida em Portugal como Batalha do Caia), travada em maio de 1709. É este clima de instabilidade e de guerra que a ata da Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos evoca com clareza ao justificar as dificuldades de tesouraria da época e, ao mesmo tempo, a compreensão para com os seus caseiros: Corria o ano de 1709: Aos dois dias do mês de julho de mil e setecentos e nove, estando em mesa o provedor e irmãos abaixo assinados para efeito de fazerem eleição, acordaram seria serviço de Deus e desta Casa tornarem a continuar outro ano para efeito se cobrarem muitas dívidas que se estão devendo, assim de juros como de próprio e mais dividas de caseiros que se não puderam cobrar em razão de estarem atenuadas em razão das guerras, por cuja razão se não pode dar cumprimento às obrigações desta casa, e logo acordaram também o provedor e irmãos que por se achar o irmão da mesa o licenciado Manuel Lopes de Amorim preso na cadeia desta vila, e não poder assistir a sua obrigação nomearam para irmão da mesa a Manuel de Mariz e Faria de que se mandou fazer este termo que assinaram. Francisco de Moura Mariz escrivão da Santa Casa que o escrevi. Figura 1. Arquivo Leonor. Livro de termos de admissões de irmãos, eleições, outros da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (1670-03-30-1715-07-07). Disponível em https://atom.misericordiabarcelos.pt/index.php/termos-de-admissoes-de-irmaos-eleicoes-outros Mas como é que isto era visto pela sociedade? Numa altura em que a Igreja condenava a usura, emprestar dinheiro a juros parecia um pecado. A solução engenhosa foi dar-lhe uma legitimação espiritual: o dinheiro era emprestado em nome dos pobres, das almas do Purgatório e da caridade, o que afastava o estigma do enriquecimento pessoal. No entanto, há um detalhe fascinante (e muito revelador da época): não eram apenas os pobres que recorriam a estes empréstimos. Pelo contrário, o dinheiro nos cofres da Misericórdia era emprestado preferencialmente aos estratos mais poderosos e influentes da sociedade local — como a nobreza e grandes proprietários —, que precisavam de capital para comprar terras, pagar dívidas ou financiar negócios. Onde estava o problema? Como estas elites eram intocáveis e as Misericórdias careciam de força política para obrigá-las a pagar, os calotes acumularam-se. Muitas instituições ricas acabaram por se ver a braços com uma crise profunda devido aos juros e ao capital que nunca mais voltaram. A situação chegou a tal ponto que o próprio Estado teve de intervir. Na segunda metade do século XVIII, o Marquês de Pombal usou a liquidez destas instituições para alavancar a economia nacional (como em 1756, ao canalizar fundos para a Companhia das Vinhas do Alto Douro). Mais tarde, perante o descalabro provocado pelos calotes da nobreza, Pombal travou a situação ao proibir totalmente a Misericórdia de Lisboa de emprestar dinheiro a juros a particulares (1775), enquanto D. Maria I viria, mais tarde, a conceder às Santas Casas o poder de cobrança executiva com a mesma força da Fazenda Real. Quando a necessidade apertava, a Misericórdia de Barcelos não hesitou: financiou a juros, mesmo contra as normas da Igreja, porque o bem-estar do próximo valia mais do que a letra da lei. Foi assim que resistiu a crises e guerras e se tornou um pilar da identidade barcelense que hoje conhecemos. Referência bibliográfica: Sá, I. G., & Lopes, M. A. (2008). História breve das Misericórdias portuguesas (1498-2000): Estado da arte. Imprensa da Universidade de Coimbra. Disponível em: https://estudogeral.uc.pt/handle/10316/29336 (Texto: Alexandra Vidal)
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Erradicar a pobreza é um compromisso que se constrói todos os dias, através da promoção da dignidade, da inclusão e da igualdade de oportunidades. Na Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, este compromisso faz parte da nossa missão e concretiza-se através do trabalho desenvolvido pelo Serviço de Ação Social e Voluntariado, em proximidade com as pessoas e famílias em situação de maior vulnerabilidade. Ao longo dos anos, são várias as iniciativas e respostas desenvolvidas pelo Serviço de Ação Social e Voluntariado que contribuem para este propósito: Atendimento e acompanhamento (bio)psicossocial, através de uma intervenção individualizada, que procura informar, orientar, articular e encaminhar pessoas e famílias, tendo em conta as suas necessidades. Consulta solidária de acompanhamento psicológico. Ajuda alimentar e distribuição de outros bens essenciais, através de cabazes alimentares semanais, mensais, de emergência e de Natal, destinados a apoiar famílias carenciadas, contando com o apoio dos donativos de supermercados parceiros, como Pingo Doce, Intermarché e Continente. Voucher Amigo, uma parceria com a Peixaria Meireles, que permite às famílias beneficiárias a aquisição de peixe sem custos associados. Campanhas de angariação de bens essenciais, realizadas em diferentes unidades operacionais da SCMB e em parceria com os supermercados locais. Brinquedo Mágico de Natal, uma iniciativa de solidariedade que envolve as crianças das nossas respostas da Educação na Infância na angariação de brinquedos destinados às crianças das famílias acompanhadas pelo Serviço de Ação Social. Moda Solidária, através da abertura da Loja Social à comunidade, disponibilizando gratuitamente vestuário, calçado e outros bens a quem deles necessita. Ações de capacitação e sensibilização, destinadas a promover o desenvolvimento pessoal e a qualidade de vida das pessoas beneficiárias. Apoio na aquisição de gás, através da parceria com a Entreajuda/Galp, que, no âmbito da campanha de combate à pobreza energética, permite disponibilizar vouchers para a aquisição de botijas de gás a famílias em situação de vulnerabilidade. Orientação Psicossocial, através do projeto “ProCuidador 2.0”, que proporciona acompanhamento aos cuidadores informais, promovendo o seu bem-estar e ajudando-os a lidar com os desafios associados ao papel de cuidador. (Texto: Serviço de AS&V)
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