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29 Jul
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Peregrinação à Franqueira é “demonstração de fé, devoção, esperança"

Utentes dos cinco lares e do Centro de Dia, colaboradores, voluntários e órgãos sociais da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos rumaram, mais uma vez em peregrinação, ao Santuário de Nossa Senhora da Franqueira. O andor da Senhora da Franqueira seguiu, em peregrinação automóvel, desde a Igreja da Misericórdia até ao Santuário da Franqueira, onde decorreu uma eucaristia de ação de graças. “É uma demonstração de fé, de devoção, de esperança, num tempo particularmente difícil que estamos a viver enquanto humanidade, em que o número de conflitos armados que existem supera aquilo que poderia passar pelas nossas piores expectativas. É, apesar de tudo, o momento em que temos fé, confiança, esperança e alguma paz nos nossos corações e pedimos que essa paz se estenda também ao que lá fora se passa”, salientou, no final, o provedor da SCMB. Nuno Reis deixou, ainda, uma mensagem final: “Saímos imbuídos de um espírito de maior fé, de maior crença, de maior devoção, esperando que a nossa Mãe, que viemos mais uma vez visitar, nos continue a acompanhar nos momentos mais difíceis e também nos momentos em que queiramos partilhar a nossa alegria”. A peregrinação à Franqueira aconteceu na véspera de se celebrar o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos (26 de julho), instituído pelo Papa Francisco, em 2021. Além da vivência e expressão da fé, foi também momento de agradecer “o dom da vida longa e a graça de aceitar o tempo”, em especial dos utentes das ERPI e Centro de Dia da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos. Gratidão extensível a todos os que, na nossa instituição, estão junto das pessoas idosas, dando-lhes atenção, carinho e afeto, respeito e dignidade. No final da eucaristia, decorreu um lanche convívio, com momentos de confraternização entre todos. [ALBUM:1518] A peregrinação à Franqueira decorreu a 24 de julho, mas a imagem da Senhora já tinha estado na Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) de Santo António, onde os utentes participaram na eucaristia e vivenciaram momentos de fé e oração, agradecendo e pedindo, igualmente, a Sua proteção. Aqui partilhamos algumas imagens. [ALBUM:1517]

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29 Jul
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Projeto PEI promove voluntariado internacional

No âmbito do Projeto PEI – Países, Encontros e Inclusão (Countries, Meetings and Inclusion), no decorrer do mês de julho, em dois momentos distintos, a Santa Casa da Misericórdia de Barcelos acolheu voluntários internacionais, em diferentes respostas sociais e unidades operacionais.   Num primeiro momento, nos dias 10 e 11 de julho, o Grupo Anchara, um grupo de voluntariado católico – constituído por jovens raparigas, com idades entre os 14 e os 18 anos –, de Madrid, desenvolveu ações de voluntariado junto das pessoas idosas. No Lar Santo André e no Lar Nossa Senhora da Misericórdia, as jovens colaboraram nas dinâmicas e rotinas diárias e, a par disso, dinamizaram atividades de animação e convívio, promovendo a interculturalidade e a intergeracionalidade. Esta iniciativa proporcionou às pessoas idosas momentos de convívio, animação e companhia, promovendo o bem-estar e o fortalecimento das relações. No final desta jornada, Andreas, porta-voz do grupo, falou de uma “experiência muito enriquecedora para as jovens”. Entre ajudar nas refeições, jogar ao Bingo, dançar e cantar, em momentos de partilha e afetos, “aprenderam muito, partilharam muitos momentos com as pessoas idosas e tomaram contacto com esta realidade, onde podem ajudar, facilmente, com o seu tempo”.   Estudantes de sete instituições da RUN-EU em ações de voluntariado Depois, ao longo de duas semanas, entre 13 e 24 de julho, 15 estudantes de sete instituições parceiras da RUN - European University dinamizaram atividades de voluntariado com crianças e pessoas idosas, no âmbito de uma parceria entre a SCMB e o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA). Com foco no voluntariado e na inclusão, o Learner Exchange School (LEXS) “Countries, Encounters and Inclusion: A Journey of Shared Humanity” – uma iniciativa promovida no âmbito da Aliança RUN-EU – proporcionou aos estudantes – de nove nacionalidades distintas – uma experiência de aprendizagem em contexto real de intervenção social. No final, em declarações aos promotores da iniciativa, o provedor da SCMB, Nuno Reis, destacou a importância da iniciativa: “É importante atrair jovens e voluntários internacionais para a nossa causa. Ao mesmo tempo, estamos também a trazer pessoas a Barcelos e a Portugal, criando oportunidades de intercâmbio cultural e apoiando a nossa comunidade”. Já Claudia Fernandéz Ruiz, estudante da Universidade de Burgos, falou de “uma experiência muito significativa”. “Aprendi muito e guardei memórias que levarei para sempre comigo. Se tivesse de escolher três palavras [para descrever esta experiência], seriam pertença, partilha e conexão”, explicou a voluntária. 1.ª Semana [ALBUM:1515] 2.ª Semana [ALBUM:1516]  

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27 Jul
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COLABORADORES DA SCMB, ABRAÇADOS PELO CORAÇÃO DE VIANA, EM CONVÍVIO

Em jeito de brincadeira, quase poderia dizer-se que “quem não é para conviver, não é para trabalhar”. Assim sendo, abraçados pelo coração de Viana, voltamos a assinalar o Dia do Colaborador. Entre visitas ao Museu do Traje e ao Museu de Artes Decorativas, bem como um passeio pelo Centro Histórico de Viana do Castelo, a iniciativa promoveu o convívio e a confraternização dos colaboradores da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (SCMB), reforçando igualmente o espírito de equipa. No final, o provedor da instituição, Nuno Reis, destacou a importância de “um grupo forte” e de “cada um nas suas funções, cada um no seu papel, procurando todos os dias dar o melhor em prol de quem mais precisa, nas mais diversas áreas”. “Só assim é possível servir tantas pessoas nas suas necessidades”, acrescentou. “É importante que tenhamos noção de que esta Santa Casa, com todas as dificuldades que o mundo atual atravessa, faz diferença e ajuda pessoas que efetivamente precisam. E com essa diferença, com esses valores, com essa forma de estar diferente, de facto, a Santa Casa é um sítio diferente para se trabalhar, para se estar, para se conviver”, concluiu Nuno Reis. Cerca de 160 colaboradores participaram no Dia do Colaborador, que se repartiu entre os dias 20 de junho e 11 de julho. [ALBUM:1514]

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09 Jul
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Quando os jogos de tabuleiro ajudam a envelhecer melhor…

Sabia que os jogos de tabuleiro podem ajudar a envelhecer de modo ativo e inclusivo? Que estimulam cognitivamente, mas atuam também no domínio socioemocional e ao nível da motricidade? Eis algumas das conclusões de um projeto de investigação, promovido pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) em colaboração com a Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (SCMB), e que, esta quarta-feira, chegou ao fim.   O projeto «Contributo dos Jogos de Tabuleiro Modernos para um Envelhecimento Ativo e Inclusivo» teve início em abril de 2025, no Centro de Dia, e, face aos resultados positivos obtidos, foi alargado às Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) da SCMB. A intervenção passou a abranger o Lar Nossa Senhora da Misericórdia, o Lar de Santo André, o Lar Rainha Dona Leonor e o Lar da Misericórdia, envolvendo grupos de utentes com diferentes níveis de autonomia. No âmbito do projeto, foi desenvolvido um estudo junto dos utentes do Centro de Dia e das ERPI, com o objetivo de avaliar o contributo dos jogos de tabuleiro modernos a um público sénior e pré-sénior, para a promoção de um envelhecimento ativo e inclusivo. Ao longo das sessões, procurou-se compreender de que forma os jogos de tabuleiro modernos podem ser aplicados neste contexto e contribuir para a estimulação cognitiva, a promoção da interação social, o desenvolvimento da motricidade e o bem-estar dos participantes. Os resultados obtidos foram muito positivos, com os utentes a demonstrarem “grande evolução em todos os domínios”. Cognitivamente, foi notável a capacidade crescente para a compreensão de regras cada vez mais complexas e formulação de estratégia. No domínio socioemocional, foi-se notando um à-vontade crescente, com mais interação e entusiasmo. Ao nível da motricidade, foram registados desenvolvimentos positivos, principalmente com os jogos mais físicos. Já no domínio da participação, a evolução é “excecional”, com os utentes a mostrarem-se cada vez mais independentes no jogo. Esta experiência demonstrou que os jogos de tabuleiro modernos constituem uma ferramenta inovadora e eficaz na promoção do envelhecimento ativo, favorecendo não só o desenvolvimento cognitivo e funcional, mas também o fortalecimento das relações sociais e da qualidade de vida dos participantes.   *com Rita Pereira   [ALBUM:1513]

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03 Jul
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Quem batia à porta em 1762? Retratos de um hospital setecentista

O Livro do movimento de doentes do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos   O Livro de Movimento do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, que abrange os anos de 1715 a 1767, é muito mais do que um repositório de registos administrativos. É o diário silencioso da assistência hospitalar setecentista, um testemunho onde as tintas desbotadas pelo tempo ainda sussurram as dores e esperanças daqueles que batiam à porta da Santa Casa. Ao folhear os seus assentos, descobrimos um centro nevrálgico de proteção, onde as vidas de "pobres", "peregrinos", "soldados" e “abandonados” se entrelaçavam num destino comum de busca por amparo. Contudo, entre as linhas da burocracia, encontram-se breves e lancinantes notas sobre a fragilidade humana e o abandono. Por vezes, a rede de caridade da Misericórdia deparava-se com o peso do trágico: casos onde o socorro chegava tarde demais para salvar o corpo, restando à instituição a derradeira e piedosa missão de salvar a alma inocente e conceder-lhe a dignidade do descanso cristão. É o que nos revela o triste assento de novembro de 1762:  Aos 2 dias do mês de novembro do ano de 762 mandou representar o doutor juiz de fora desta vila ao provedor desta Santa Casa que se achou uma menina por nome Maria de idade de seis meses filha que se diz ser de Andreza solteira da freguesia de Joane, termo desta vila, a qual criança se achava morta na dita freguesia e viera com uma presa para se fazer corpo de delito e como era pobre a devia o provedor da Santa Casa enterrar para mandar-lhe dar sepultura o que ele assim ordenou e eu como capelão-mor assim a mandei a sepultar em uma das igrejas destra Santa Casa e para constar fiz este assento era ut supra. — Padre Adão Rodrigues do Vale. A gestão destas admissões, conduzida sob a autoridade do provedor, revela como a Misericórdia de Barcelos erguia um muro de caridade face à precariedade do século XVIII. Mais do que registos, estas páginas devolvem a visibilidade a vidas invisíveis e consolidam a instituição como o derradeiro pilar de humanidade na então vila de Barcelos.Frases curtas e definitivas, como "por ser pobre foi admitida", ou os registos de óbito — como o da pequena Maria, cujo curto percurso de vida se perdeu no abandono — lembram-nos que, por trás de cada traço de tinta, pulsava uma existência. Nesses momentos de extrema vulnerabilidade, quando o mundo falhava à criança, a Santa Casa abria os seus braços, garantindo que a sua curta passagem por esta vida terminasse com a dignidade que a sua inocência merecia. Figura 1. Arquivo Leonor. Livro do Movimento dos doentes do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, fl. 76. Disponível em: https://atom.misericordiabarcelos.pt/index.php/livro-de-movimento-de-doentes-do-hospital-1715-1767   Aos 2 dias do mês de novembro do ano de 762 mandou representar o doutor juiz de fora desta vila ao provedor desta Santa Casa que se achou uma menina por nome Maria de idade de seis meses filha que se diz ser de Andreza solteira da freguesia de Joane, termo desta vila, a qual criança se achava morta na dita freguesia e viera com uma presa para se fazer corpo de delito e como era pobre a devia o provedor da Santa Casa enterrar para mandar-lhe dar sepultura o que ele assim ordenou e eu como capelão-mor assim a mandei a sepultar em uma das igrejas destra Santa Casa e para constar fiz este assento era ut supra. O padre Adão Rodrigues do Vale   A gestão rigorosa destas admissões, muitas vezes formalizada sob a autoridade do provedor, como, Manuel de Faria de Eça. Fl. 1716-1728, ou de figuras operacionais, revela como a Misericórdia de Barcelos estruturava a caridade num cenário de precariedade. Mais do que a simples burocracia do acolhimento, estas páginas conferem visibilidade às populações itinerantes e aos residentes locais que ali buscavam o seu único refúgio, consolidando a instituição como o pilar central da assistência da então vila de Barcelos. Esta rubrica tem uma carga humana e emocional que a diferencia de todas as outras. Ao trazermos à luz a história desta pequenina, não estamos apenas a transcrever um assento administrativo do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, estamos a devolver a dignidade a uma existência que, de outra forma, teria sido engolida pelo esquecimento. A dureza do registo — a forma como a burocracia do "corpo de delito" e a pobreza da criança se cruzam com a caridade da Santa Casa — torna este momento da nossa rubrica Curiosidades da Misericórdia profundamente comovente. A instituição, neste caso, não foi apenas um hospital; foi o último porto de abrigo de uma alma inocente que a vida, precocemente, desamparou. É, sem dúvida, um dos registos mais tocantes que encontrámos, pois humaniza, de forma irremediável, a "estatística" da caridade hospitalar setecentista e um toque de humanidade que o tempo preservou. Em Memória de Todas das Marias!   [Texto: Alexandra Vidal]  

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03 Jul
junho-de-2026

junho de 2026

No mês da Criança, celebramos e valorizamos a autenticidade, a energia, a alegria e a curiosidade dos mais pequenos. Por ser também mês dos Santos Populares, em junho, a tradição invadiu a SCMB, com martelinhos, manjericos, marchas populares e bailarico. Ainda no decorrer do mês, uma comitiva de designers e agentes culturais nacionais e internacionais visitou o Arquivo Leonor e o Núcleo Museológico da Misericórdia de Barcelos. Terminado junho, recordamos outros momentos que marcaram o mês e as atividades realizadas em diferentes unidades operacionais da nossa instituição.   Comemoração dos 100 anos de vida de Alexandrina Lopes Sampaio, utente do Lar de Santo André (LSA), desde julho de 2018. Na celebração deste dia festivo, estiveram os seus familiares, colaboradores da SCMB, bem como o provedor da instituição, Nuno Reis, que a felicitou pela longevidade e transmitiu votos de dias muito felizes!   Participação de utentes do LSA numa atividade intergeracional com alunos do 3.º ano da Escola Básica de Vila Boa [ALBUM:1504] Ação de sensibilização para os cuidados a ter com o sol, levada a cabo por Filipe Lopes, da Farmácia Lamela, na sala 4 da Creche “As Formiguinhas”, com oferta de um kit a todos os meninos da sala [ALBUM:1505] Sinalização do Dia Mundial Prevenção de Quedas, na UCCI de Santo António [ALBUM:1509] Piquenique realizado pelos utentes do LNSM e CD, no Parque Joaquim Paula [ALBUM:1503] Passeio de utentes do LSA na Barca do Lago em comemoração do Dia do Ambiente e início do verão [ALBUM:1510] Visita dos finalistas do CIB e do IRSI à escola do 1.° ciclo António Fogaça [ALBUM:1508] Visita do CIB aos Bombeiros de Barcelos e às instalações da PSP de Barcelos [ALBUM:1507] Encenação da peça “O Que Isto Custa”, pel’ A Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos, no LNSM e CD [ALBUM:1506] Apoio a Portugal, no Lar do Centro Social Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa, antes do Portugal 5 – 0 Uzbequistão [ALBUM:1511]

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