A obra de criação de uma Unidade de Convalescença está em andamento e vai permitir que a Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (SCMB) preste cuidados numa tipologia que até agora ainda não detinha. A nova unidade visa a criação de 10 novas camas que integrarão a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. A SCMB vai ainda proceder a uma intervenção de requalificação da Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) de Santo António, abrangendo assim a atual Unidade de Longa Duração e Manutenção (ULDM) e a Unidade de Média Duração e Reabilitação (UMDR). Estas obras acontecem no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) – para reforço da capacidade de resposta da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e da Rede Nacional de Cuidados Paliativos, nas vertentes de internamento e ambulatório, com um financiamento global aprovado superior a 1 milhão e 300 mil euros. Para o provedor da SCMB, o avanço das obras representa “uma dupla alegria”. Para Nuno Reis, “por um lado, isto significa que a Misericórdia de Barcelos poderá cuidar mais pessoas, e com necessidades diferentes, designadamente ajudando-as nos primeiros 30 dias do seu processo de reabilitação pós-hospitalar. Por outro lado, uma unidade que foi pioneira na certificação dos seus cuidados continuados pela Direção-Geral da Saúde vai beneficiar de um investimento para beneficiação em outras tipologias da rede, o que numa estratégia de melhoria contínua era nosso objetivo e faz todo o sentido”. O auto de consignação foi assinado esta segunda-feira e as obras tiveram já o seu início. Com 11 anos de existência, a UCCI de Santo António está acreditada pela Direção Geral da Saúde, desde 2022. [ALBUM:1475]
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Sabia que, há mais de duzentos anos, o hospital da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos possuía regras de higiene, controlo e disciplina que fariam inveja a muitos regulamentos modernos? E quem contribuía para este cenário? Os Hospitaleiros. Longe de serem meros funcionários ou vigias de portas e corredores, os hospitaleiros eram o braço forte, o coração e o motor da assistência social e médica da instituição. Hoje viajamos até ao quotidiano da antiga enfermaria da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, através de um raro termo de obrigação assinado pelo hospitaleiro Manoel José de Lima e pela sua mulher. Em troca de vinte e quatro mil-réis anuais e de um carro de pão, o casal assumia a responsabilidade de garantir o funcionamento do Hospital — incluindo despesas com lenha e lavagem das roupas — tratando os doentes com “toda a piedade e caridade”. Mas são os pequenos detalhes deste regulamento que revelam o lado mais curioso e humano da vida hospitalar de Setecentos. Desconfianças à Mesa? Nem pensar! Se um doente recusasse a refeição, o hospitaleiro não podia simplesmente recolher o prato e levá-lo de volta à cozinha. O regulamento determinava que a comida fosse partida diante do próprio enfermo, evitando “o escrúpulo que alguns têm de que as mesmas rações tornem a servir”. Em suma: nada de reaproveitar comida para outros doentes. A transparência alimentar já era levada muito a sério! Nada escapava ao controlo da Mesa da Misericórdia. O hospitaleiro era obrigado a registar diariamente aquilo que cada doente consumia: carne, galinha, pão ou vinho. No primeiro dia de cada mês, esse “Mapa” era entregue ao escrivão da instituição, permitindo conferir rigorosamente a entrada e a saída dos mantimentos do Hospital. Uma verdadeira contabilidade da enfermaria setecentista. A segurança e o sossego eram prioritários. No inverno ou no verão, as portas do Hospital fechavam-se rigorosamente meia hora depois do toque das Ave-Marias. Quem ficasse de fora, já não entrava! Colocar-se na pele daqueles que, há duzentos ou trezentos anos, cuidavam dos mais desfavorecidos com "toda a piedade e caridade" ajuda-nos a compreender que a história da nossa instituição é feita de grandes atos, mas, acima de tudo, destas pequenas e fascinantes regras do quotidiano. Mais do que simples guardiões da enfermaria, os hospitaleiros eram peças essenciais na assistência aos pobres e enfermos. Ao colocarmo-nos na pele destes homens e mulheres que, há séculos, cuidavam dos mais necessitados, percebemos que a história da Misericórdia é feita não apenas de grandes acontecimentos, mas também destas pequenas regras do quotidiano — simultaneamente rigorosas, humanas e fascinantes. Figura 2. Arquivo Leonor, Livro de termos e deliberações da mesa da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos - https://atom.misericordiabarcelos.pt/index.php/livro-de-termos-e-deliberacoes-da-mesa-da-santa-casa-da-misericordia-de-barcelos "(…) E logo sendo chamado o novo Hospitaleiro Manoel José de Lima, e sua mulher [...] Se ajustarão com receber de ordenado cada ano hum carro de pão como lhe aqui se dava aos Hospitaleiros (...)" Figura 3. Arquivo Leonor, Livro de termos e deliberações da mesa da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos - https://atom.misericordiabarcelos.pt/index.php/livro-de-termos-e-deliberacoes-da-mesa-da-santa-casa-da-misericordia-de-barcelos "Fechará a porta do Hospital meia hora depois das Ave Marias em todo o tempo quer de verão, quer de inverno. E serão muito obedientes ao Provedor, ou Mesa pena de ser logo expulso..." "O mesmo que nestes capítulos se determina a respeito do Hospitaleiro na enfermaria dos homens, se entende a respeito da Hospitaleira na enfermaria das mulheres..." (Assinaturas no final): O Provedor Faria, Manoel José de Lima (o próprio hospitaleiro que assina o termo), António Raimundo, entre outros oficiais da Mesa. [Texto: Alexandra Vidal]
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O mês de abril, na Misericórdia de Barcelos, foi vivido com intensidade e pleno de atividades. Assim sendo, recuámos novamente ao mês passado e recuperámos mais momentos e atividades realizadas nas diferentes unidades operacionais da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (SCMB). CRIANÇAS DO CIB NO ROBOCUP PORTUGAL OPEN – BARCELOS 2026 Em abril, Barcelos acolheu o Festival Nacional de Robótica | RoboCup Portugal Open – Barcelos 2026. No Pavilhão Municipol, as crianças do Centro Infantil de Barcelos, com muita curiosidade, tomaram contacto com o mundo da robótica, entre ciência, inovação, educação e competição. [ALBUM:1474] CELEBRAR ABRIL Impõe-se celebrar Abril e os seus valores! 52 anos depois da Revolução dos Cravos, recordaram-se momentos, nomes e personalidades associados a este momento da nossa História. Nas unidades da SCMB – UCCI de Santo António, Lar do Centro Social Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa, Lar da Misericórdia e Lar Rainha Dona Leonor –, houve visualização de documentários, momentos musicais com a Universidade Sénior de Barcelos, estimulação da criatividade e partilha de memórias. [ALBUM:1472] DIA MUNDIAL DA DANÇA Celebração da efeméride, no Lar da Misericórdia (LM) e Lar Rainha Dona Leonor (LRDL), bem como no Lar Nossa Senhora da Misericórdia, com a participação da turma de Dança da Universidade Sénior de Barcelos. Lar da Misericórdia e Lar Rainha Dona Leonor [ALBUM:1470] Lar Nossa Senhora da Misericórdia [ALBUM:1471] CELEBRAÇÃO DE ARTES: FADO Ainda nas Artes, partilhamos momentos vividos na Tarde de Fado, promovida pelo ITAU, no Lar de Santo André. [ALBUM:1460] ATIVIDADE DE CUIDADO E BEM-ESTAR Atividade de estética, cuidado e bem-estar, dinamizada pela Academia MP e Saber Saúde, com os utentes do LRDL e LM. [ALBUM:1473]
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Cerca de duas centenas de pessoas – entre utentes, familiares, colaboradores e órgãos sociais da SCMB – participaram, no passado sábado, na caminhada “Vamos cuidar da Casa comum”, organizada pela equipa da Educação na Infância. No âmbito da celebração do Dia Internacional da Família, a 15 de maio, o desafio foi o de “olhar o mundo com mais atenção e carinho”. “Inspirados pelo Papa Francisco, especialmente na encíclica "Laudato Si", somos chamados a reconhecer que a Terra é um dom precioso, que partilhamos entre todos”, podia ler-se no convite dirigido às famílias. E “cuidar da Casa Comum é mais do que proteger a natureza. É também cuidar uns dos outros, sobretudo dos mais frágeis. Tudo está ligado: o ambiente, as pessoas, as nossas escolhas do dia a dia”. Assim sendo, passo a passo, na caminhada organizada, mas também na vida diária, o repto é o de ir “construindo um mundo mais justo, mais humano e mais cuidado, uma verdadeira Casa Comum para todos”. [ALBUM:1469]
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Todos os dias são válidos para reconhecer e acarinhar as mães, mas, anualmente, no primeiro domingo de maio, comemoramos de modo mais especial. No Dia da Mãe (3), evocamos o amor incondicional, a ternura e a entrega das mulheres que criam, cuidam, protegem, educam. A efeméride foi assinalada, simbolicamente, nas várias unidades operacionais da Misericórdia de Barcelos. UCCI de Santo António [ALBUM:1466] Educação na Infância [ALBUM:1465] Pessoas Idosas [ALBUM:1464] Na Igreja da Misericórdia, decorreu, ainda, uma eucaristia de ação de graças, na qual foi lembrado que “Maria é a Mãe de todas as mães”. A cerimónia religiosa contou com a participação de utentes das várias estruturas residenciais para pessoas idosas. [ALBUM:1467]
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Há uma semana, a cidade de Barcelos respirava tradição, cor, cultura, diversão, com a Festa das Cruzes, a primeira grande romaria do Minho. Este ano, os utentes da Misericórdia de Barcelos viveram, uma vez mais, com grande entusiasmo a Festa das Cruzes. As crianças deliciaram-se, sobretudo, na zona recreativa, com momentos de grande diversão e convívio. [ALBUM:1463] Já as pessoas idosas, entre milhares de visitantes, deixaram-se encantar pelos tapetes de pétalas naturais, no templo do Senhor Bom Jesus da Cruz. [ALBUM:1461] A Santa Casa integrou, ainda, a 3 de maio, a Grandiosa Procissão da Invenção da Santa Cruz, um dos momentos mais significativos e emblemáticos em termos religiosos. [ALBUM:1462]
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