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19 Nov
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"O pouco que se possa fazer pode ajudar a fazer a diferença"

A Santa Casa da Misericórdia de Barcelos apresentou, na sexta-feira, dia 15 de novembro, o resultado do projeto-piloto “Mentes Ativas”. O projeto, direcionado para doentes com demência ou com défice cognitivo de ligeiro a moderado, teve como principal objetivo diminuir os períodos de confusão mental dos utentes com estes diagnósticos, ajudando, assim, a orientar para a realidade. Desenvolvido no Lar Santo André entre janeiro e julho do corrente ano, o projeto “Mentes Ativas” foi implementado pelo Serviço de Psicologia, com o apoio da equipa de auxiliares de geriatria do lar, em várias fases e através de diferentes atividades. “Nós começámos com uma avaliação inicial, que é uma avaliação individual. Aplicámos um instrumento cognitivo a cada um dos utentes participantes e depois, durantes seis meses, fizemos as chamadas atividades de intervenção, que consistiam em sessões de estimulação cognitiva em grupo”, explicou a psicóloga, Sofia Miranda. Além das sessões de estimulação, foram também usadas técnicas e materiais que ajudaram os utentes a orientar-se para a realidade: “Modificámos também o ambiente, com a implementação de sinalética, calendários, relógios e todo um conjunto de materiais que pudessem ajudar estes utentes a orientar-se melhor, quer na pessoa, quer no espaço e no tempo”, acrescentou a psicóloga. O resultado do projeto foi positivo, com o aumento de três pontos no teste cognitivo realizado em julho, “o que nos dá uma indicação que houve uma melhoria em termos de funcionalidade cognitiva no geral”, concluiu.   Mentes Ativas: a realidade das demências   Na conferência, a médica especialista em medicina interna da instituição, Joana Abreu, explicou que “a demência é uma deterioração que o nosso cérebro vai desenvolvendo ao longo do tempo e que nos vai fazer perder funções que tínhamos adquirido”. Apesar de a demência ser “o envelhecimento natural do cérebro” e de não ser possível “prever como este se vai comportar ao longo do tempo”, é possível retardar a doença, explicou a médica, na sua intervenção. O provedor da Misericórdia de Barcelos, Nuno Reis, felicitou o grupou pelo sucesso na implementação deste projeto e enalteceu a importância do trabalho em equipa no cuidado ao utente: “Queremos que os cuidados que prestamos a nível dos nossos lares sejam cuidados personalizados, como se fosse o nosso familiar mais querido a ser tratado por nós e, nessa perspectiva, a preocupação da Mesa Administrativa é criar condições para que o grupo dentro de cada um dos lares funcione melhor”. “É importante que cada um de nós perceba que o pouco que possa fazer pode ajudar a fazer a diferença e, independentemente daquilo que possam ser algumas diferenças que sabemos que existem, há algo que nos une e o que nos une, neste momento, é uma coisa chamada Santa Casa e o serviço que a Santa Casa deve proporcionar àqueles que mais precisam”, concluiu o provedor, Nuno Reis. No final, as colaboradoras que participaram na implementação do projeto receberam um diploma de reconhecimento, perante uma plateia composta por utentes e técnicos da instituição, familiares e elementos da Mesa Administrativa.   [ALBUM:18]

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16 Nov
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Igreja da Misericórdia reabre “com outra dignidade e esplendor"

Reabriu, este sábado, a Igreja da Misericórdia de Barcelos. Construído no século XVI, o templo foi, nos últimos meses, alvo de uma intervenção profunda, que permitiu restaurar os elementos existentes – entre pavimento, telhado e paredes –, mas também descobrir novos elementos, num investimento a rondar os 150 mil euros. O trabalho de reabilitação contou com acompanhamento técnico da Arquidiocese de Braga e da Universidade do Minho. A intervenção começou em março deste ano, pela fachada principal e, a partir de julho, não mais se tornou possível compatibilizar a obra com o normal funcionamento da Igreja. A intervenção acabou por ir além da substituição de todo o telhado e dos trabalhos de restauro em toda a Capela-Mor. Mais concretamente, foram ainda intervencionados o arco-cruzeiro, altares de Santo António, de Nossa Senhora da Conceição e do Senhora da Cana Verde, sanefas, arco-cruzeiro, púlpitos, quadros e pavimento. “Este Templo precisava de nós e tínhamos a obrigação de o tornar mais acolhedor, restituindo-lhe a sua beleza original. Apostar na conservação permite evitar, no futuro, investimentos maiores em restauro e reabilitação. E a história recente desta Igreja é exemplo paradigmático disso mesmo”, sublinhou, no final, o provedor da Misericórdia de Barcelos, Nuno Reis. O provedor da instituição reforçou ainda: “Para uma Misericórdia como a nossa, o culto religioso católico não deixaria de ser feito mesmo que a condição desta igreja se continuasse a degradar a ponto de o não permitir. Mas esta Igreja há muito que deixou de ser apenas Património de uma instituição. Ela é de toda uma comunidade. Basta ver quem a frequenta e com que devoção, para se perceber que os fiéis são de toda a região”. Além da recuperação de um património declarado de Interesse Público Municipal, esta intervenção permitiu melhorar as condições para uso litúrgico pela Comunidade. Na homília, o Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas, D. Jorge Ortiga, destacou “a qualidade que foi colocada” na intervenção e que permite agora “louvar o Senhor com outra dignidade e com outro esplendor”. D. Jorge Ortiga apelou ainda a um compromisso social – “sempre mais e melhor pelo bem-estar da população” – e reforçou o “caminho que temos de percorrer: o caminho e a vivência concreta das Obras de Misericórdia”. Num “dia alegre como este”, marcaram presença Irmãos, colaboradores e utentes da Misericórdia de Barcelos, bem como o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel de Lemos. [ALBUM:17]

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12 Nov
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Convocatória Assembleia Geral

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05 Nov
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Misericórdia em Momentos

No princípio do mês de outubro, no Infantário Rainha Santa Isabel, assinalou-se o Dia do Animal, com a visita da coelha Zezinha. Já na Creche As Formiguinhas (CAF), também no princípio de outubro, realizou-se uma desfolhada, para os mais pequenos conhecerem práticas e tradições de outrora. No Dia da Alimentação (16 de outubro), realizou-se, também no CAF, uma atividade organizada pelo serviço de Nutrição, com a participação das crianças e com pessoas idosas da nossa instituição. Todos provaram um delicioso batido de frutas e, no final, as crianças ofereceram um quadro aos idosos, para assinalar este dia. E, para comemorar o Dia do Pão (16 de outubro), um pai, padeiro de profissão, foi ajudar a confecionar um saboroso pão. Outubro terminou, no CAF, com a celebração do Halloween. No mês associado à Pessoa Idosa, os nossos idosos saborearam o melhor da gastronomia tradicional minhota, com o sarrabulho típico de Ponte de Lima. E apreciaram ainda a produção da Quinta do Balão, em Moure. Os utentes do Lar Nossa Senhora da Misericórdia visitaram ainda a Expo Barcelos, mostra de atividades económicas, que vai na 8.ª edição e decorreu, entre 11 e 13 de outubro, no Estádio Cidade de Barcelos.   _______________    - Dia do Animal no Infantário Rainha Santa Isabel -        - Desfolhada na Creche As Formiguinhas (CAF) -         - Atividade intergeracional para assinalar o Dia da Alimentação -       - Dia do Pão no CAF -        - Celebração do Halloween -     - Idosos saborearam o melhor da gastronomia tradicional minhota, com o sarrabulho típico de Ponte de Lima -     - Área das Pessoas Idosas visitou a Quinta do Balão, em Moure -     - Utentes do Lar Nossa Senhora da Misericórdia visitaram a Expo Barcelos -

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30 Out
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“Saborear a chegada é importante, viver o Caminho é a verdadeira meta"

Cerca de cinquenta pessoas, dos 20 aos 72 anos – entre Irmãos, colaboradores, familiares e mesários da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos – chegaram, sábado passado, a Santiago de Compostela. “Uma Misericórdia de Fé – Caminhos de Santiago por etapas” foi a iniciativa, inserida no programa comemorativo do 519.º aniversário da instituição”, que, desde junho, mobilizou a instituição, numa cami­nhada de renovação, transformação e Fé.   São diferentes as motivações e muitos os que, desde o início do século IX, percorrem os caminhos, rumo a Santiago de Com­postela, à Catedral onde são veneradas as relíquias do Após­tolo Santiago o Maior. “O que me motivou a participar nesta atividade foi a Fé, o convívio e verificar a minha superação”, conta Manuela Dantas, vice-provedora da Misericórdia de Barcelos e também uma das participantes que, este sábado, concluirá as oito etapas da iniciativa. “Quem faz os Caminhos de Santiago tem que saber que a Fé supera todo o obstáculo que surge. Temos que estar preparados para etapas mais agradáveis e outras mais complicadas”, considera ainda, partilhando uma das ‘aprendizagens' do Caminho. Já Paulo Silva é um dos participantes mais experientes do grupo. Desde 2012 que faz, anualmente, um caminho de Santiago, com maior frequência para o Caminho Português Central. “Depois de percorridos alguns milhares de quilómetros, o que me motiva age com tanta intensidade, que não só me move em direção a Santiago de Compostela, mas também me faz nunca esquecer da caminhada diária, contribuindo para aumentar o desejo de, um dia, fazê-la novamente”, partilha o colaborador da Santa Casa, na área da Informática, para, logo depois, completar: “Para além de ser um desafio que me faz querer estar perto da sua história e tudo que envolve a experiência”. Cláudia Faria, também colaboradora da instituição, conta que relatos de amigos, conhecidos e a própria comunicação social fizeram com que lhe despertasse “uma vontade de um dia experienciar esta vivência de que todos falam com tanta emoção”. A possibilidade chegou, através da Misericórdia de Barcelos, e não pensou duas vezes. “Tem sido muito gratificante viver esta experiência com um leque tão variado de pessoas. Partilhar lições de hu­mildade, alegria, companheirismo, tolerância e su­peração com quem nos acompanha, e são muitos, tem sido um enorme prazer”, sublinha a educadora de infância. “Saborear a chega­da é importante, mas viver o Caminho é a verdadeira meta”, conclui. Em linha, Maria do Céu Fernandes, colaboradora na área das Pessoas Idosas, destaca que “fazer os Caminhos de Santiago não é uma simples caminhada”. E explica: “São experiências, escolhas, desafios, motivações, curiosidades, conhecimento, partilha, percalços”, que constituem “uma experiência única e inesquecível”. No final, dirigindo-se aos participantes deste "Uma Misericórdia de Fé, pelos Caminhos de Santiago", o provedor da Misericórdia de Barcelos, Nuno Reis, enalteceu o exemplo de Fé dado por todos e fez votos de que, "também nos Caminhos da Vida, se encontre o mesmo espírito de Irmandade vivido nesta Peregrinação".   - Recorde aqui momentos das várias etapas da iniciativa “Uma Misericórdia de Fé – Caminhos de Santiago por etapas” -    Etapa 1 | 9 de junho| Barcelos - Ponte de Lima   [ALBUM:8]   Etapa 2 | 20 de julho | Ponte de Lima - Paredes de Coura   [ALBUM:9]   Etapa 3 | 27 de julho | Paredes de Coura - Valença   [ALBUM:10]   Etapa 4 | 31 de agosto | Valença - Porriño   [ALBUM:11]   Etapa 5 | 14 de setembro | Porriño - Arcade   [ALBUM:12]   Etapa 6 | Arcade - Parque Natural Ria Barosa   [ALBUM:13]   Etapa 7 | 12 de outubro | Parque Natural Ria Barosa - Padrón   [ALBUM:15]   Etapa 8 | 26 de outubro | Padrón - Santiago de Compostela   [ALBUM:16]  

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30 Out
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Coro Sénior sobe a palco em musical dedicado a D. Dinis e D. Isabel

A idade é apenas um número e os nossos idosos voltaram a demonstrá-lo. Foi entre música, diálogos e trajes de época, que os idosos do Coro Sénior da Instituição subiram ao palco para contar a história do reinado de D. Dinis e D. Isabel, perante uma plateia lotada, no Teatro Gil Vicente, no passado dia 24 de outubro. A iniciativa marca o mês em que se comemora o Dia das Pessoas Idosas – outubro – e pretendeu ir mais além do registo habitual do grupo. “Já estamos num patamar em que a simples música tradicional, ou outras situações mais simples, já não são o ideal para trabalhar com eles. Então, lancei o desafio de fazermos um musical, uma vez que tem a componente religiosa e onde pudemos juntar a parte expressiva. Daí juntarmos essas duas situações: a expressão e a música”, explicou o professor de música, André Barbosa. O coro, formado há sete anos, conta com elementos até aos 92 anos. Trabalhar com pessoas desta faixa etária é tarefa que nem sempre é fácil, mas é enriquecedor, como revela o professor: “O trabalho é desafiante. Trabalhar com idosos não é a mesma coisa do que trabalhar com crianças, apesar de ter algumas parecenças. A criança quando não está interessada desliga completamente, com os idosos acontece a mesma coisa. O grau de exigência que eles colocam é muito”. “Se não for algo dentro daquilo que eles procuram, já não conseguimos o objetivo que pretendemos. Eu tenho sempre de fazer um trabalho que vá ao encontro do que eles procuram”, completa o professor. “No entanto, o balanço é muito positivo. Dá muito trabalho, mas é um trabalho completamente positivo, toda a gente percebeu isso, valeu a pena o esforço”, concluiu André Barbosa. O musical intitulado “Com D. Dinis e D. Isabel”, da autoria de José Carlos Godinho, narra, em 12 cenas, a história do sexto monarca de Portugal e da sua esposa, D. Isabel, que ficou conhecida como Rainha Santa e a quem é atribuída a lenda do Milagre das Rosas. Foi a Emília Durães, de 84 anos, que foi dada a missão de dar vida à Rainha Santa Isabel. No final, visivelmente feliz, descreveu a experiência: “Gostei imenso, só tive pena de estar um pouco rouca. Eu gosto de declamar, adoro. Gostei imenso de ver esta sala cheia, de fazer este musical, da roupa que me vestiram, parecia mesmo uma rainha!”. “Eu adorei a parte do milagre das rosas, senti que o público adorou. Adorei tudo! Voltava a repetir esta experiência porque gostei mesmo muito!”, contou, emocionada. Também Rosa Estrela, 82 anos, que vestiu o traje de aia, fez um balanço muito positivo deste musical, onde destacou os ensaios de grupo: “O que mais gostei foi de estarmos todos juntos. Gostei muito dos ensaios. Foi um ambiente muito cordial. Estou muito contente com o professor que temos, acho que realmente ele é muito criativo e admiro imenso a paciência dele. Tudo isto também é possível com a colaboração dos animadores da casa. Todas as pessoas fizeram o esforço em dar o melhor que puderam e, portanto, estou muito contente com tudo”, concluiu. No final, o provedor da Misericórdia de Barcelos, Nuno Reis, parabenizou o grupo pela excelente prestação que teve em palco.   O musical “Com D. Dinis e D. Isabel” foi organizado pela Departamento de Animação Sociocultural, com a participação do professor de música da Misericórdia de Barcelos e contou a presença de familiares, colaboradores e crianças da instituição, elementos da mesa administrativa e outras associações do concelho. [ALBUM:14]

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