Apesar de todos os dias serem bons e válidos para reconhecer e agradecer a importância que o Pai – ou quem assuma essa figura paterna – tem na vida dos seus filhos, a 19 de março, em particular, assinala-se o Dia do Pai.
A data foi também celebrada na Misericórdia de Barcelos. Assim, as crianças que frequentam as unidades de Educação na Infância foram decorando os espaços a preceito e prepararam, com todo o cuidado e amor, uma lembrança para oferecer ao Pai. Tratou-se de um gesto simbólico, como forma de reconhecer o amor, o companheirismo, a energia, a proteção e a dedicação do seu Pai.
Centro Infantil de Barcelos
Dia do Pai_ CIB_ Sala 1_ 01














Creche “As Formiguinhas”
Dia do Pai_ CAF_ 01










Creche Familiar
Dia do Pai_ Creche Familiar_ 01


































Mas a data não foi celebrada apenas entre os mais pequenos. Também nas estruturas residenciais para pessoas idosas e na Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) de Santo António decorreram momentos de reconhecimento e celebração.
Lar de Santo André
Dia do Pai_ LSA_ 01













Lar Rainha Dona Leonor e Lar da Misericórdia
Dia do Pai_ LM_LRDL_ 01


























Lar do Centro Social Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa
Dia do Pai_ LCSCMENC_ 01

Lar Nossa Senhora da Misericórdia
Dia do Pai_ LNSM_ 01












A celebração do Dia do Pai coincide com o dia que a Igreja Católica consagra a São José, Pai adotivo de Jesus. Na capela da UCCI de Santo António e na Igreja da Misericórdia, foram celebradas eucaristias, onde se lembrou e venerou São José, por ter amado o próximo e nos ter também ensinado a amar.
UCCI de Santo António
Dia de S. José e do Pai_ UCCI_ 04












Celebração na Igreja da Misericórdia
Celebração Dia de S. José_ 01











SCM Barcelos, 08-04-2024
A Santa Casa da Misericórdia de Barcelos abre as portas do seu Arquivo Histórico para revelar a beleza dos missais que, ao longo dos séculos, guiaram a oração e a fé da nossa comunidade. No coração do tempo pascal, inauguramos uma exposição única dedicada ao Missal — o livro que, durante séculos, foi o guia central da celebração eucarística. Visitar esta mostra durante a Quaresma é mais do que um percurso cultural: é um convite à reflexão. No silêncio das páginas expostas, ecoam as vozes e a esperança de todos aqueles que, antes de nós, celebraram a Paixão e a Ressurreição de Cristo. "O missal não é apenas o livro do altar; é o registo da esperança de um povo que encontra na Páscoa o seu sentido mais profundo." O que pode esperar desta visita? Esta mostra é um encontro entre arte e espiritualidade, reunindo exemplares que sobreviveram ao tempo e guardam em si séculos de devoção. Abrangendo peças datadas de 1751 a 1956, a exposição celebra a riqueza artística e a importância histórica destes livros sagrados — e reafirma o compromisso da Misericórdia com a preservação da identidade cultural e religiosa da região. Nesta época de renovação e recolhimento que a Quaresma e a Páscoa nos propõem, convidamo-lo a uma viagem no tempo. Aqui, os missais não são apenas livros: são testemunhas silenciosas de séculos de fé, arte e tradição. Venha descobrir os tesouros que guardam a nossa memória no Arquivo Leonor e deixe que a beleza destes objetos ilumine o seu caminho pascal. Venha descobrir os tesouros que guardam a nossa memória no Arquivo Leonor e deixe que a beleza destes objetos ilumine o seu caminho pascal. Local: Arquivo Leonor da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos. Entrada: Livre. Experiência: Um encontro com a História, a Arte e a Espiritualidade.
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Na Idade Média, ser diagnosticado com lepra era um "bilhete de ida sem volta" para o isolamento. Em Barcelos, esse destino tinha um nome: a Gafaria de Santo André. Mas engana-se quem pensa que era um lugar de tristeza absoluta. A Gafaria de Barcelos é um marco fundamental na história da assistência social e da saúde pública medieval em Portugal. Estes locais eram estabelecimentos destinados ao isolamento e tratamento de doentes com lepra (gafos), uma patologia que, na Idade Média, carregava um pesado estigma religioso e social. A criação de gafarias fora das muralhas das cidades era uma prática comum para garantir o isolamento profilático, protegendo a população sã. Situada fora da cidade, junto ao Rio Cávado, no lugar da Ordem, que ficava na estrada que ia da Fonte de Baixo para o Casal de Nil ou do Nique, junto à Ermida de Santo André. Uma localização estratégica por estar afastada do núcleo urbano principal, mas próxima o suficiente para receber esmolas e apoio da comunidade. A Gafaria de Barcelos ganhou especial relevância sob o patrocínio da Casa de Bragança. D. Afonso, o 1.º Duque de Bragança e 8.º Conde de Barcelos (1377–1461), demonstrou particular interesse na assistência aos desvalidos. Mas como era a vida dentro de uma gafaria? A vida dentro da gafaria era regida por normas rigorosas. Tinham uma organização interna própria, muitas vezes com um "procurador" ou "juiz dos gafos" que geria os seus bens. Apesar do isolamento, os leprosos não estavam totalmente inativos. Muitas vezes, eles próprios geriam os bens da gafaria, realizavam compras e vendas, e cultivavam terras para a sua subsistência, tudo dentro do perímetro desta. O complexo era composto por pequenas habitações para os doentes e uma capela central. O padroeiro, Santo André, era frequentemente invocado nestas instituições. Estabelecida fora das muralhas para evitar o contágio, mas próxima de vias de passagem (como o Caminho de Santiago) para facilitar a recolha de esmolas, que eram a principal fonte de sustento. A distribuição geográfica das terras da gafaria abrangia 35 freguesias diferentes, que se distribuíam num raio de 20 a 30 quilómetros. Em 1464, segundo os Tombos da Gafaria[1] aparece-nos o nome dos gafos que moravam na gafaria. Eram apenas dois, o que confirma o facto de a lepra estar em recessão: João Afonso e Martim Lourenço. A 12 de maio de 1520, através de um Alvará régio do rei D. Manuel I, a ordenar, aos juízes, vereadores, procurador e homens bons de Barcelos, a união do hospital e gafaria à Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, cuja administração passaria a estar sob jurisdição dos oficiais da Misericórdia. A passagem da gestão para a Misericórdia de Barcelos em 1520 marcou o início de um controlo mais rigoroso e de uma assistência mais próxima. Documentos raros mostram-nos casos reais, como o de Pedro Gil, cuja família foi vítima da doença, restando apenas uma filha órfã que a Misericórdia se comprometeu a alimentar. Mas em 1593, através da leitura do livro dos acórdãos e eleições da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (1584-1627]), no fl. 61v temos notícia de uma herança de uma família de leprosos pela Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, vejamos: Consegue ler o que diz aqui? Este documento com mais de 400 anos conta a história de uma família de Barcelos... Figura 1 - Termo da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos sobre a herança de uma mulher e seus filhos que morreram na gafaria (1593). Fonte: Arquivo Leonor, Livro dos acórdãos e eleições da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos 1584-1627, fl. 61v. disponível em https://atom.misericordiabarcelos.pt/index.php/297y-w5d5-tq8t Nós ajudamos, estamos aqui para isso: (…) Vendeu-se nesta casa uma certa herança que havia da freguesia de Santo André de Palme da segunda mulher e filhos de Pedro Gil, a qual mulher e um seu filho Gonçalo morreram na gafaria e ficou uma filha que já está enferma e se vendeu juntamente a herança de todos três por seis mil e duzentos reis e fica esta casa obrigada a pagar cada um ano à dita moça órfã um quarto de pão ou o que se achar pelo inventário (…). Com o passar dos séculos, o declínio da lepra levou à transformação destas estruturas. Em Barcelos, tal como noutras localidades, o património da gafaria foi progressivamente integrado noutras instituições de caridade ou hospitais da Misericórdia, perdendo a sua função original de leprosaria mas mantendo o seu legado de assistência aos pobres. [1] A publicar ainda este ano pela Santa Casa da Misericórdia de Barcelos. (Autoria: Alexandra Vidal)
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