Recuámos uns dias, até março, e recordamos alguns momentos que marcaram o mês nas várias unidades operacionais da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (SCMB).
MURAL MULTICULTURAL
No âmbito das atividades do LabKIDS – que integra o Gabinete de Apoio à Infância –, as crianças do Centro Infantil de Barcelos (CIB) e do Infantário Rainha Santa Isabel (IRSI) foram desafiadas a construir um mural multicultural, para celebrar as diferenças/características individuais e culturais, mostrando o valor da diversidade na comunidade.
Veja algumas imagens criativas e, sobretudo, de reconhecimento e valorização da diversidade cultural.




















GAI_ Mural multicultural_ CIB_ 01
CAMPEONATO DE BOCCIA
Nas estruturas residenciais para pessoas idosas da Misericórdia de Barcelos, a prática do boccia é atividade de eleição dos nossos utentes. Este ano, mais do que ocupar os tempos livres de uma forma alegre e saudável, está a ser desenvolvido na SCMB um Campeonato de Boccia entre lares, que prossegue a bom ritmo. A competição favorece não só os processos de sociabilização e de comunicação, mas também momentos de convívio e bem-estar.






















Torneio de Boccia_ 1. LM-LRDL vs. LCSCMENC_01
VIVÊNCIA QUARESMAL RUMO À PÁSCOA
Na Misericórdia de Barcelos, seguindo o apelo do Papa Francisco, caminhamos juntos na esperança até à Páscoa. Em várias unidades – como no Lar de Santo André –, tem sido realizada a Via Sacra, que nos faz recordar e acompanhar os passos de Jesus Cristo durante a sua Paixão, na caminhada para o Calvário. O período quaresmal é também sinalizado com uma cruz ornamentada com um tecido roxo.








Via Sacra_ LSA_ 01
CELEBRAÇÃO DO CINEMA E DO TEATRO
Em março (dia 27), assinala-se o Dia Mundial do Teatro. No Lar da Misericórdia e Lar Rainha Dona Leonor, foi altura de promoção e valorização da arte teatral, com a peça “Os Ladrões”. Em cena, o Grupo de Teatro “Os Pioneiros da Ucha” proporcionou muitas gargalhadas e bons momentos de convívio, entre utentes, familiares e colaboradores.

























Teatro Os Ladrões_ LM_LRDL_ 01
Na UCCI de Santo António, houve sessão de cinema, com o clássico “O Pátio das Cantigas”.







Sessão de cinema_ UCCI_ 01
COMEMORAÇÃO DO DIA DA MULHER
Na Lar do Centro Social Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa (CSCMENC), UCCI de Santo António e Lar de Santo André (LSA), foi celebrado, a 8 de março, o Dia Internacional da Mulher. Nesta data, celebra-se a coragem e a determinação de cada mulher, bem como o papel, tantas vezes determinante, que têm ou tiveram na História de associações, comunidades, países.
Partilhamos alguns registos fotográficos da comemoração do Dia Internacional da Mulher, em diferentes unidades da Santa Casa de Barcelos.






































Dia da Mulher_ LCSCMENC_ 01
SCM Barcelos, 11-04-2025
A obra de criação de uma Unidade de Convalescença está em andamento e vai permitir que a Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (SCMB) preste cuidados numa tipologia que até agora ainda não detinha. A nova unidade visa a criação de 10 novas camas que integrarão a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. A SCMB vai ainda proceder a uma intervenção de requalificação da Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) de Santo António, abrangendo assim a atual Unidade de Longa Duração e Manutenção (ULDM) e a Unidade de Média Duração e Reabilitação (UMDR). Estas obras acontecem no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) – para reforço da capacidade de resposta da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e da Rede Nacional de Cuidados Paliativos, nas vertentes de internamento e ambulatório, com um financiamento global aprovado superior a 1 milhão e 300 mil euros. Para o provedor da SCMB, o avanço das obras representa “uma dupla alegria”. Para Nuno Reis, “por um lado, isto significa que a Misericórdia de Barcelos poderá cuidar mais pessoas, e com necessidades diferentes, designadamente ajudando-as nos primeiros 30 dias do seu processo de reabilitação pós-hospitalar. Por outro lado, uma unidade que foi pioneira na certificação dos seus cuidados continuados pela Direção-Geral da Saúde vai beneficiar de um investimento para beneficiação em outras tipologias da rede, o que numa estratégia de melhoria contínua era nosso objetivo e faz todo o sentido”. O auto de consignação foi assinado esta segunda-feira e as obras tiveram já o seu início. Com 11 anos de existência, a UCCI de Santo António está acreditada pela Direção Geral da Saúde, desde 2022. [ALBUM:1475]
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Sabia que, há mais de duzentos anos, o hospital da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos possuía regras de higiene, controlo e disciplina que fariam inveja a muitos regulamentos modernos? E quem contribuía para este cenário? Os Hospitaleiros. Longe de serem meros funcionários ou vigias de portas e corredores, os hospitaleiros eram o braço forte, o coração e o motor da assistência social e médica da instituição. Hoje viajamos até ao quotidiano da antiga enfermaria da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, através de um raro termo de obrigação assinado pelo hospitaleiro Manoel José de Lima e pela sua mulher. Em troca de vinte e quatro mil-réis anuais e de um carro de pão, o casal assumia a responsabilidade de garantir o funcionamento do Hospital — incluindo despesas com lenha e lavagem das roupas — tratando os doentes com “toda a piedade e caridade”. Mas são os pequenos detalhes deste regulamento que revelam o lado mais curioso e humano da vida hospitalar de Setecentos. Desconfianças à Mesa? Nem pensar! Se um doente recusasse a refeição, o hospitaleiro não podia simplesmente recolher o prato e levá-lo de volta à cozinha. O regulamento determinava que a comida fosse partida diante do próprio enfermo, evitando “o escrúpulo que alguns têm de que as mesmas rações tornem a servir”. Em suma: nada de reaproveitar comida para outros doentes. A transparência alimentar já era levada muito a sério! Nada escapava ao controlo da Mesa da Misericórdia. O hospitaleiro era obrigado a registar diariamente aquilo que cada doente consumia: carne, galinha, pão ou vinho. No primeiro dia de cada mês, esse “Mapa” era entregue ao escrivão da instituição, permitindo conferir rigorosamente a entrada e a saída dos mantimentos do Hospital. Uma verdadeira contabilidade da enfermaria setecentista. A segurança e o sossego eram prioritários. No inverno ou no verão, as portas do Hospital fechavam-se rigorosamente meia hora depois do toque das Ave-Marias. Quem ficasse de fora, já não entrava! Colocar-se na pele daqueles que, há duzentos ou trezentos anos, cuidavam dos mais desfavorecidos com "toda a piedade e caridade" ajuda-nos a compreender que a história da nossa instituição é feita de grandes atos, mas, acima de tudo, destas pequenas e fascinantes regras do quotidiano. Mais do que simples guardiões da enfermaria, os hospitaleiros eram peças essenciais na assistência aos pobres e enfermos. Ao colocarmo-nos na pele destes homens e mulheres que, há séculos, cuidavam dos mais necessitados, percebemos que a história da Misericórdia é feita não apenas de grandes acontecimentos, mas também destas pequenas regras do quotidiano — simultaneamente rigorosas, humanas e fascinantes. Figura 2. Arquivo Leonor, Livro de termos e deliberações da mesa da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos - https://atom.misericordiabarcelos.pt/index.php/livro-de-termos-e-deliberacoes-da-mesa-da-santa-casa-da-misericordia-de-barcelos "(…) E logo sendo chamado o novo Hospitaleiro Manoel José de Lima, e sua mulher [...] Se ajustarão com receber de ordenado cada ano hum carro de pão como lhe aqui se dava aos Hospitaleiros (...)" Figura 3. Arquivo Leonor, Livro de termos e deliberações da mesa da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos - https://atom.misericordiabarcelos.pt/index.php/livro-de-termos-e-deliberacoes-da-mesa-da-santa-casa-da-misericordia-de-barcelos "Fechará a porta do Hospital meia hora depois das Ave Marias em todo o tempo quer de verão, quer de inverno. E serão muito obedientes ao Provedor, ou Mesa pena de ser logo expulso..." "O mesmo que nestes capítulos se determina a respeito do Hospitaleiro na enfermaria dos homens, se entende a respeito da Hospitaleira na enfermaria das mulheres..." (Assinaturas no final): O Provedor Faria, Manoel José de Lima (o próprio hospitaleiro que assina o termo), António Raimundo, entre outros oficiais da Mesa. [Texto: Alexandra Vidal]
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