Ao longo do ano, o Carnaval é uma das festas mais aguardadas, em particular, pelas crianças. Na Misericórdia de Barcelos, a folia carnavalesca envolveu e contagiou todos – crianças, pessoas idosas e doentes –, em diferentes unidades e áreas, proporcionando bons momentos de convívio e animação.
Com decorações a preceito, preparadas de forma empenhada e com muita criatividade, fosse cumprindo uma temática definida ou de forma livre, pelos vários espaços ‘desfilaram’ “os monstrinhos que vão à folia”, carteiros do amor, galos encantadores, equipas médicas, participantes do “Pr€ço Certo”. Houve festa de aniversário e, ainda, animais à solta, bombeiros, polícias, heróis de ficção, fadas e outros disfarces e máscaras criativas, que, mesmo assim, não foram suficientes para esconder os sorrisos.
Veja os registos fotográficos.
Creche “As Formiguinhas”
Carnaval_ CAF_ 2026 (1)






















Centro Infantil de Barcelos
Carnaval_ CIB_ 2026 (1)











































Infantário Rainha Santa Isabel
Carnaval_ IRSI_ 2026 (1)


















Centro Social Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa
Carnaval_ CSCMENC_ 2026 (1)






















Lar da Misericórdia e Lar Rainha Dona Leonor
Carnaval_ LM-LRDL_ 2026 (1)


































Lar Nossa Senhora da Misericórdia e Centro de Dia
Carnaval_ LNSM_ 2026 (1)
























Lar de Santo André
Carnaval_ LSA_ 2026 (1)
















UCCI de Santo António
Carnaval_ UCCI_ 2026 (10)















SCM Barcelos, 20-02-2026
No século XVIII, a farmácia em Portugal — então denominada "botica" — era um ofício artesanal e místico. Num mundo onde o galenismo (a teoria dos humores) ainda dominava, a modernização era lenta e as preparações eram feitas manualmente, muitas vezes no silêncio dos mosteiros, sob a rigorosa fiscalização do físico-mor. O grande ponto de viragem ocorreu com a Reforma Pombalina (1772) e a publicação da primeira farmacopeia oficial em 1794, que começou a afastar as poções mágicas em favor da ciência. Antes da revolução química de Antoine Lavoisier (1743–1794), o "Pai da Química Moderna", os conventos eram os grandes centros de saber farmacêutico. Obras como a Pharmacopea Lusitana (1704), de D. Caetano de Santo António, mostram como a tradição galénica se começava a adaptar aos novos modelos científicos. Ao explorarmos o Livro de Receituário da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (1836-1840), encontramos remédios fascinantes que misturam botânica e química antiga: Ora aqui temos o Óleo de Amêndoas Doces - um clássico da hidratação e nutrição. Já naquela época era essencial pelas suas propriedades anti-inflamatórias e versatilidade, servindo de base para inúmeras fórmulas cosméticas e curativas. A Raiz de Alteia (Althaea officinalis L.), reconhecida na Farmacopeia Portuguesa e Brasileira, era o "xarope" da época. Atuava como demulcente para acalmar a tosse seca e irritações da garganta ou do estômago. Indicada para tosse seca, irritação da mucosa oral/faríngea e inflamações gástricas. E que tal uma Pomada de Saturno? Na alquimia, "Saturno" era o código para o chumbo. Esta pomada (acetato de chumbo misturado com banha de porco) era usada para afeções cutâneas. Hoje sabemos da toxicidade do chumbo, mas na altura era um pilar da farmácia galénica. Era preparada com acetato de chumbo (anteriormente conhecido como sal de saturno ou cerusa) misturado com uma base de pomada (geralmente gorduras como banha de porco ou bases cerosas). Dá para acreditar? E, já agora, experimentamos um pouco de Quinino? Um verdadeiro marco na medicina. Foi um dos primeiros medicamentos "alvo", atacando diretamente a causa da malária e salvando inúmeras vidas nos hospitais. Essencial para tratar a malária, tornando-se um dos primeiros "medicamentos específicos" que realmente atacavam a causa da doença. Sim, acreditem! Havia malária em Portugal!!!! E para terminar vai um cataplasma de linhaça (Linum usitatissimum)? O remédio caseiro por excelência. Aplicado quente sobre a pele, este preparado de Linum usitatissimum era o alívio imediato para dores articulares, tendinites e inflamações, muitas vezes potencializado quando misturado com gengibre ou aplicado com calor. Vamos experimentar? Até breve, com mais curiosidades do Arquivo Leonor! Fonte: Livro de receituário para doentes do hospital da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos – (1836-1840) Disponível em: https://atom.misericordiabarcelos.pt/index.php/registo-de-receituario-para-doentes-do-hospital-1836-1840/edit#identityArea Texto: Alexandra Vidal
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Tendo presente - lembrando palavras do Papa Leão XIV - que “cuidar dos doentes é uma parte importante da missão da Igreja”, a Santa Casa da Misericórdia de Barcelos assinalou o 34.º Dia Mundial da Pessoa Doente (11 de fevereiro), com celebrações na Igreja da Misericórdia e na Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) de Santo António. Na Igreja da Misericórdia, a cerimónia foi participada por pessoas idosas que residem nas estruturas da Santa Casa de Barcelos e que frequentam o Centro de Dia, bem como pela comunidade barcelense. Na homilia, o padre Raul Viana evocou a Mensagem do Papa Leão XIV – sob o mote “A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outro” – para sublinhar que “quem sofre necessita sempre de alguém que se aproxime. […] A compaixão e a misericórdia com os necessitados não se reduzem a um mero discurso individual, mas realizam-se na relação, com o irmão necessitado, com aqueles que cuidam dele e também com o próprio Deus, que se oferece no seu amor”. O sacerdote acrescentou, ainda, que “ter compaixão implica uma emoção profunda que conduz à ação. Não ficamos só com o sentimento, a emoção leva-nos à ação concreta, […] a assumir o compromisso com o sofrimento do irmão”. [ALBUM:1382] Na UCCI de Santo António, os utentes que aí estão internados também assinalaram o Dia Mundial da Pessoa Doente. A eucaristia foi celebrada pelo Padre Adélio Fonte. [ALBUM:1383] “O sacramento da Santa Unção é a graça de Deus” Tanto na Igreja da Misericórdia, como na UCCI de Santo António, o sacramento da Santa Unção foi administrado às pessoas doentes. “O sacramento da Santa Unção é a graça de Deus. Vamos receber esta força de Deus para ajudar a viver bem no momento que estamos a viver. Não significa que, com este sacramento, vai acontecer algo mágico. Não é magia que vai acontecer, é a graça de Deus que vem sobre nós, para nos ajudar a viver”, evidenciou, na Igreja da Misericórdia, o padre Raul Viana. Celebrado anualmente a 11 de fevereiro, o Dia Mundial da Pessoa Doente foi instituído, em 1992, pelo Papa João Paulo II.
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