Neste mês de fevereiro, nas várias estruturas e unidades da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (SCMB), foi celebrado o Dia dos Afetos. Nessa data, lembrámos a importância dos afetos e da amizade na vida de cada um de nós, e celebrámos a presença de quem nos rodeia e enriquece o nosso dia a dia.
Assim sendo, na SCMB, promovemos, uma vez mais, a valorização dos afetos, em convívios intergeracionais, com canções, jogos, sorrisos, abraços e outras manifestações de ternura.
– Crianças do CIB no LSA –
Dia dos Afetos_ LSA-CIB_ 2026 (1)





















– Crianças do CIB no LNSM –
Dia dos Afetos_ LNSM-CIB_ 2026 (1)









– Crianças do IRSI no LM e LRDL –
Convívio intergeracional e atuação da Tuna Académica da Escola Superior da Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Dia dos Afetos_ LM-LRDL-IRSI_ 2026 (1)






































– Centro Social Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa –
Dia dos Afetos_ CSCMENC_ 2026 (1)






















– UCCI de Santo António –
Atuação do Grupo de Danças e Cantares do IAESM
Dia dos Afetos_ UCCI_ 2026 (1)










SCM Barcelos, 23-02-2026
Ao longo do ano, o Carnaval é uma das festas mais aguardadas, em particular, pelas crianças. Na Misericórdia de Barcelos, a folia carnavalesca envolveu e contagiou todos – crianças, pessoas idosas e doentes –, em diferentes unidades e áreas, proporcionando bons momentos de convívio e animação. Com decorações a preceito, preparadas de forma empenhada e com muita criatividade, fosse cumprindo uma temática definida ou de forma livre, pelos vários espaços ‘desfilaram’ “os monstrinhos que vão à folia”, carteiros do amor, galos encantadores, equipas médicas, participantes do “Pr€ço Certo”. Houve festa de aniversário e, ainda, animais à solta, bombeiros, polícias, heróis de ficção, fadas e outros disfarces e máscaras criativas, que, mesmo assim, não foram suficientes para esconder os sorrisos. Veja os registos fotográficos. Creche “As Formiguinhas” [ALBUM:1385] Centro Infantil de Barcelos [ALBUM:1390] Infantário Rainha Santa Isabel [ALBUM:1395] Centro Social Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa [ALBUM:1388] Lar da Misericórdia e Lar Rainha Dona Leonor [ALBUM:1386] Lar Nossa Senhora da Misericórdia e Centro de Dia [ALBUM:1384] Lar de Santo André [ALBUM:1387] UCCI de Santo António [ALBUM:1389]
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No século XVIII, a farmácia em Portugal — então denominada "botica" — era um ofício artesanal e místico. Num mundo onde o galenismo (a teoria dos humores) ainda dominava, a modernização era lenta e as preparações eram feitas manualmente, muitas vezes no silêncio dos mosteiros, sob a rigorosa fiscalização do físico-mor. O grande ponto de viragem ocorreu com a Reforma Pombalina (1772) e a publicação da primeira farmacopeia oficial em 1794, que começou a afastar as poções mágicas em favor da ciência. Antes da revolução química de Antoine Lavoisier (1743–1794), o "Pai da Química Moderna", os conventos eram os grandes centros de saber farmacêutico. Obras como a Pharmacopea Lusitana (1704), de D. Caetano de Santo António, mostram como a tradição galénica se começava a adaptar aos novos modelos científicos. Ao explorarmos o Livro de Receituário da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (1836-1840), encontramos remédios fascinantes que misturam botânica e química antiga: Ora aqui temos o Óleo de Amêndoas Doces - um clássico da hidratação e nutrição. Já naquela época era essencial pelas suas propriedades anti-inflamatórias e versatilidade, servindo de base para inúmeras fórmulas cosméticas e curativas. A Raiz de Alteia (Althaea officinalis L.), reconhecida na Farmacopeia Portuguesa e Brasileira, era o "xarope" da época. Atuava como demulcente para acalmar a tosse seca e irritações da garganta ou do estômago. Indicada para tosse seca, irritação da mucosa oral/faríngea e inflamações gástricas. E que tal uma Pomada de Saturno? Na alquimia, "Saturno" era o código para o chumbo. Esta pomada (acetato de chumbo misturado com banha de porco) era usada para afeções cutâneas. Hoje sabemos da toxicidade do chumbo, mas na altura era um pilar da farmácia galénica. Era preparada com acetato de chumbo (anteriormente conhecido como sal de saturno ou cerusa) misturado com uma base de pomada (geralmente gorduras como banha de porco ou bases cerosas). Dá para acreditar? E, já agora, experimentamos um pouco de Quinino? Um verdadeiro marco na medicina. Foi um dos primeiros medicamentos "alvo", atacando diretamente a causa da malária e salvando inúmeras vidas nos hospitais. Essencial para tratar a malária, tornando-se um dos primeiros "medicamentos específicos" que realmente atacavam a causa da doença. Sim, acreditem! Havia malária em Portugal!!!! E para terminar vai um cataplasma de linhaça (Linum usitatissimum)? O remédio caseiro por excelência. Aplicado quente sobre a pele, este preparado de Linum usitatissimum era o alívio imediato para dores articulares, tendinites e inflamações, muitas vezes potencializado quando misturado com gengibre ou aplicado com calor. Vamos experimentar? Até breve, com mais curiosidades do Arquivo Leonor! Fonte: Livro de receituário para doentes do hospital da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos – (1836-1840) Disponível em: https://atom.misericordiabarcelos.pt/index.php/registo-de-receituario-para-doentes-do-hospital-1836-1840/edit#identityArea Texto: Alexandra Vidal
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