Ao preencher a sua declaração de IRS, lembre-se da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (SCMB). Assim, ao indicar o NIPC da SCMB – 500 239 886 –, identifica-a como a instituição à qual pretende consignar 1% do seu IRS.
Em caso de reembolso, não recebe menos e, num cenário de imposto adicional, não terá de pagar mais. Assim, estará a destinar 1% do seu imposto a favor de todos os que já servimos e cuidamos no dia a dia e dos que poderemos passar a servir.
Sem qualquer custo adicional, ao preencher o quadro 11 do modelo 3 (campo 1101) com o NIPC 500 239 886, vai ajudar-nos no cumprimento da missão de Ser e Fazer Misericórdia!
SCM Barcelos, 27-02-2026
A obra de criação de uma Unidade de Convalescença está em andamento e vai permitir que a Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (SCMB) preste cuidados numa tipologia que até agora ainda não detinha. A nova unidade visa a criação de 10 novas camas que integrarão a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. A SCMB vai ainda proceder a uma intervenção de requalificação da Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) de Santo António, abrangendo assim a atual Unidade de Longa Duração e Manutenção (ULDM) e a Unidade de Média Duração e Reabilitação (UMDR). Estas obras acontecem no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) – para reforço da capacidade de resposta da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e da Rede Nacional de Cuidados Paliativos, nas vertentes de internamento e ambulatório, com um financiamento global aprovado superior a 1 milhão e 300 mil euros. Para o provedor da SCMB, o avanço das obras representa “uma dupla alegria”. Para Nuno Reis, “por um lado, isto significa que a Misericórdia de Barcelos poderá cuidar mais pessoas, e com necessidades diferentes, designadamente ajudando-as nos primeiros 30 dias do seu processo de reabilitação pós-hospitalar. Por outro lado, uma unidade que foi pioneira na certificação dos seus cuidados continuados pela Direção-Geral da Saúde vai beneficiar de um investimento para beneficiação em outras tipologias da rede, o que numa estratégia de melhoria contínua era nosso objetivo e faz todo o sentido”. O auto de consignação foi assinado esta segunda-feira e as obras tiveram já o seu início. Com 11 anos de existência, a UCCI de Santo António está acreditada pela Direção Geral da Saúde, desde 2022. [ALBUM:1475]
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Sabia que, há mais de duzentos anos, o hospital da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos possuía regras de higiene, controlo e disciplina que fariam inveja a muitos regulamentos modernos? E quem contribuía para este cenário? Os Hospitaleiros. Longe de serem meros funcionários ou vigias de portas e corredores, os hospitaleiros eram o braço forte, o coração e o motor da assistência social e médica da instituição. Hoje viajamos até ao quotidiano da antiga enfermaria da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, através de um raro termo de obrigação assinado pelo hospitaleiro Manoel José de Lima e pela sua mulher. Em troca de vinte e quatro mil-réis anuais e de um carro de pão, o casal assumia a responsabilidade de garantir o funcionamento do Hospital — incluindo despesas com lenha e lavagem das roupas — tratando os doentes com “toda a piedade e caridade”. Mas são os pequenos detalhes deste regulamento que revelam o lado mais curioso e humano da vida hospitalar de Setecentos. Desconfianças à Mesa? Nem pensar! Se um doente recusasse a refeição, o hospitaleiro não podia simplesmente recolher o prato e levá-lo de volta à cozinha. O regulamento determinava que a comida fosse partida diante do próprio enfermo, evitando “o escrúpulo que alguns têm de que as mesmas rações tornem a servir”. Em suma: nada de reaproveitar comida para outros doentes. A transparência alimentar já era levada muito a sério! Nada escapava ao controlo da Mesa da Misericórdia. O hospitaleiro era obrigado a registar diariamente aquilo que cada doente consumia: carne, galinha, pão ou vinho. No primeiro dia de cada mês, esse “Mapa” era entregue ao escrivão da instituição, permitindo conferir rigorosamente a entrada e a saída dos mantimentos do Hospital. Uma verdadeira contabilidade da enfermaria setecentista. A segurança e o sossego eram prioritários. No inverno ou no verão, as portas do Hospital fechavam-se rigorosamente meia hora depois do toque das Ave-Marias. Quem ficasse de fora, já não entrava! Colocar-se na pele daqueles que, há duzentos ou trezentos anos, cuidavam dos mais desfavorecidos com "toda a piedade e caridade" ajuda-nos a compreender que a história da nossa instituição é feita de grandes atos, mas, acima de tudo, destas pequenas e fascinantes regras do quotidiano. Mais do que simples guardiões da enfermaria, os hospitaleiros eram peças essenciais na assistência aos pobres e enfermos. Ao colocarmo-nos na pele destes homens e mulheres que, há séculos, cuidavam dos mais necessitados, percebemos que a história da Misericórdia é feita não apenas de grandes acontecimentos, mas também destas pequenas regras do quotidiano — simultaneamente rigorosas, humanas e fascinantes. Figura 2. Arquivo Leonor, Livro de termos e deliberações da mesa da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos - https://atom.misericordiabarcelos.pt/index.php/livro-de-termos-e-deliberacoes-da-mesa-da-santa-casa-da-misericordia-de-barcelos "(…) E logo sendo chamado o novo Hospitaleiro Manoel José de Lima, e sua mulher [...] Se ajustarão com receber de ordenado cada ano hum carro de pão como lhe aqui se dava aos Hospitaleiros (...)" Figura 3. Arquivo Leonor, Livro de termos e deliberações da mesa da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos - https://atom.misericordiabarcelos.pt/index.php/livro-de-termos-e-deliberacoes-da-mesa-da-santa-casa-da-misericordia-de-barcelos "Fechará a porta do Hospital meia hora depois das Ave Marias em todo o tempo quer de verão, quer de inverno. E serão muito obedientes ao Provedor, ou Mesa pena de ser logo expulso..." "O mesmo que nestes capítulos se determina a respeito do Hospitaleiro na enfermaria dos homens, se entende a respeito da Hospitaleira na enfermaria das mulheres..." (Assinaturas no final): O Provedor Faria, Manoel José de Lima (o próprio hospitaleiro que assina o termo), António Raimundo, entre outros oficiais da Mesa. [Texto: Alexandra Vidal]
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