misericordia-de-barcelos-promove-saude-e-envelhecimento-ativo

Misericórdia de Barcelos promove saúde e envelhecimento ativo

9.ª edição do Open Day da Saúde decorreu esta manhã

Lembrando e sublinhando o “compromisso contínuo da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (SCMB) com a saúde da comunidade”, a instituição barcelense promoveu a 9.ª edição do seu Open Day da Saúde. A manhã foi dedicada à saúde, ao bem-estar e ao envelhecimento ativo. Além da técnica, da ciência e da superação, falou-se de afetos e de cuidados humanizados.

 

“O mundo está a envelhecer depressa”, mas, defendeu Nuno Reis, “não basta viver mais, é preciso viver esses anos com autonomia, participação, sentido e qualidade de vida” e, para isso, destacou a importância da medicina física e de reabilitação como uma “disciplina nuclear na resposta ao envelhecimento”.

Na sessão de encerramento do Open Day da Saúde, o provedor da SCMB lembrou que “reabilitar não é apenas restaurar uma função, é restituir dignidade, escolha e identidade, a quem muitas vezes sente que já as perdeu”. O dirigente foi mais longe, ao reforçar a importância da prevenção: “A melhor reabilitação é aquela que se torna desnecessária. Ou seja, aqui reside uma mensagem muito importante: o verdadeiro investimento civilizacional que temos de fazer, enquanto sociedade e que está a envelhecer a este ritmo, é deslocar o centro de gravidade dos nossos sistemas de saúde do tratamento da dependência para a prevenção”. E, para isso, defendeu a prática de atividade física ao longo de toda a vida, investimentos em rastreios precoces, combate ao sedentarismo e ao isolamento social, bem como a aposta na literacia em saúde.

O programa do 9.º Open Day da Saúde esteve completamente alinhado com a ideia defendida: ao princípio da manhã, decorreu uma caminhada, sob o mote “Mais vida em movimento”, a que se seguiram rastreios (podologia, ocular) muitos participados; avaliação da idade metabólica e da glicemia/tensão arterial; sessões de hidroterapia, pilates clínico, drenagem linfática manual e terapia ocupacional; e animação para todas as idades.

 

Mesa-redonda “A Medicina Física e de Reabilitação e o Envelhecimento Ativo”

“Vivemos hoje mais anos do que qualquer geração antes de nós”, o que representa um “desafio de organização social e de saúde pública sem precedentes”. Com esta realidade em mente, vários profissionais de saúde refletiram esta manhã, na mesa-redonda sobre "A Medicina Física e Reabilitação e o Envelhecimento Ativo".

Moderado por Nuno Reis, provedor da SCMB, responsável também pela área da Saúde, o painel contou com intervenções de Miguel Ornelas Azevedo, médico de Medicina Geral e Familiar; Armanda Pinto, médica fisiatra e diretora clínica do Centro de Medicina Física e de Reabilitação (CMFR); Carlos Esteves, fisioterapeuta do CMFR; André Sousa, podologista da instituição; e Afonso Pimentel, coordenador do Instituto Gineste-Marescotti Portugal – Humanitude, metodologia de cuidados humanizados, implementada nas estruturas residenciais para pessoas idosas da SCMB.

 

Entre as várias intervenções, Miguel Ornelas Azevedo defendeu que “envelhecer é um processo inexorável.  Todos vamos envelhecer, mas não é um processo uniforme. […] Envelhecer é inevitável, envelhecer mal é que não”. Já Armanda Pinto lembrou que, “no século XXI, o desafio é viver mais, com saúde, autonomia e independência funcional”, ao passo que sublinhou a “importância da abordagem multidisciplinar e nunca esquecer de envolver a família neste contexto de tratar a pessoa idosa”. Já Carlos Esteves apresentou alguns exercícios para melhorar a qualidade de vida no processo de envelhecimento, concretamente, ao nível da mobilidade, fortalecimento e equilíbrio.

E à questão “Como vamos envelhecer enquanto sociedade?”, Nuno Reis sintetizou a reflexão partilhada ao longo da manhã: “As respostas que hoje aqui foram partilhadas, construídas, refletidas, são claras: precisamos de equipas multidisciplinares articuladas, precisamos de referenciação atempada entre os cuidados de saúde primários e os cuidados de reabilitação. Precisamos de investir, pois, tanto na prevenção quanto investimos no tratamento e precisamos, acima de tudo, de nunca perder de vista que, por trás de cada indicador de envelhecimento, existe uma pessoa que quer continuar a viver a sua vida com autonomia e com dignidade”.

Open Day_ CMFR_ 2026 (1)


SCM Barcelos, 19-09-2026

Notícias