A quadra natalícia voltou a ser vivida de forma intensa e mágica pelos utentes da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos – das crianças às pessoas idosas, passando pelos doentes.
A magia da época natalícia foi sentida em todas as unidades operacionais da instituição, em festividades que tiveram vários convidados, que animaram utentes, familiares e amigos.
No Lar do Centro Social Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa (Silveiros), a animação musical foi protagonizada pelo Grupo de Cavaquinhos da Universidade Barcelos Sénior; seguiu-se um Teatro de Natal, elaborado pelo Animador Rui Lopes e com a participação dos colaboradores do CSCMENC; e a festa contou ainda com uma exibição de dança – CHA CHA CHA de Natal e Paso Doble, por Carmen e Arsénio Castro.



















Festa de Natal_ CSCMENC (1)
No Lar Nossa Senhora da Misericórdia, os colaboradores dinamizaram um Auto de Natal, com a participação dos colaboradores do LNSM, e decorreu ainda a atuação musical do Duo Opsom. A celebração natalícia contou ainda com uma Ceia de Natal entre idosos e familiares do Centro de Dia.

































Festa de Natal_ LNSM (1)
A festa de Natal do Lar Rainha Dona Leonor (LRDL) iniciou-se com um espetáculo de magia dinamizado por Manuel Arantes. De seguida, decorreu uma exibição de ballet, pela Escola de Dança de Barcelos, e uma demonstração de hip-hop, com o Professor André Pires. As colaboradoras do LRDL e Lar da Misericórdia dinamizaram um momento musical para desejar as boas festas e, a terminar, a animação musical ficou a cargo do Duo Opsom.


















Festa de Natal_ LRDL (1)
No Lar Santo André, Adelina Rei, familiar de um utente, deu início à festa, com um momento musical. Depois, Manuel Arantes entreteve os presentes com artes mágicas. A fechar a festividade, decorreu uma atuação de ballet, com a participação das colaboradoras do Lar Santo André, sob a orientação da Professora Maria, que muito divertiram utentes, familiares e amigos.


























Festa de Natal Lar Santo André (1)
Na Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) de Santo António, realizou-se uma Eucaristia e ainda um divertido Got Tallent UCCI 2019, com a participação dos colaboradores e utentes.







































Festa de Natal UCCI (1)
Na área da Educação na Infância, as Festas de Natal decorreram sob o mote “Natal Mágico”. Ao longo de dois dias, a festividade decorreu no Infantário Rainha Santa Isabel, com a participação de mais de 400 crianças, das diferentes unidades operacionais da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos.
“Prendas e Enfeites de Natal” e “A Bruxinha descobre o Natal” foram os espetáculos apresentados pelas crianças do Infantário Rainha Santa Isabel. “12 dias de Natal” e “Clap clap song” foram os espetáculos da Creche As Formiguinhas. As crianças do Centro Social Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa apresentaram “Natal já chegou” e “Pinheiro de Natal”. Já o Centro Infantil de Barcelos apresentou “Duendes de Natal”, “Pinheiro colorido de Natal”, “A amizade é o nosso mel” e “Rodolfo, a rena especial”.
Além disso, ao longo dos dois dias, os mais pequenos visitaram a Casa do Pai Natal, a Discoteca e não só puderam escrever a Carta ao Pai Natal, como escrever Postais de Natal.




















































































CAF (1)
A Santa Casa da Misericórdia de Barcelos deseja a todos um Santo e Feliz Natal!
SCM Barcelos, 23-12-2019
A Santa Casa da Misericórdia de Barcelos abre as portas do seu Arquivo Histórico para revelar a beleza dos missais que, ao longo dos séculos, guiaram a oração e a fé da nossa comunidade. No coração do tempo pascal, inauguramos uma exposição única dedicada ao Missal — o livro que, durante séculos, foi o guia central da celebração eucarística. Visitar esta mostra durante a Quaresma é mais do que um percurso cultural: é um convite à reflexão. No silêncio das páginas expostas, ecoam as vozes e a esperança de todos aqueles que, antes de nós, celebraram a Paixão e a Ressurreição de Cristo. "O missal não é apenas o livro do altar; é o registo da esperança de um povo que encontra na Páscoa o seu sentido mais profundo." O que pode esperar desta visita? Esta mostra é um encontro entre arte e espiritualidade, reunindo exemplares que sobreviveram ao tempo e guardam em si séculos de devoção. Abrangendo peças datadas de 1751 a 1956, a exposição celebra a riqueza artística e a importância histórica destes livros sagrados — e reafirma o compromisso da Misericórdia com a preservação da identidade cultural e religiosa da região. Nesta época de renovação e recolhimento que a Quaresma e a Páscoa nos propõem, convidamo-lo a uma viagem no tempo. Aqui, os missais não são apenas livros: são testemunhas silenciosas de séculos de fé, arte e tradição. Venha descobrir os tesouros que guardam a nossa memória no Arquivo Leonor e deixe que a beleza destes objetos ilumine o seu caminho pascal. Venha descobrir os tesouros que guardam a nossa memória no Arquivo Leonor e deixe que a beleza destes objetos ilumine o seu caminho pascal. Local: Arquivo Leonor da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos. Entrada: Livre. Experiência: Um encontro com a História, a Arte e a Espiritualidade.
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Na Idade Média, ser diagnosticado com lepra era um "bilhete de ida sem volta" para o isolamento. Em Barcelos, esse destino tinha um nome: a Gafaria de Santo André. Mas engana-se quem pensa que era um lugar de tristeza absoluta. A Gafaria de Barcelos é um marco fundamental na história da assistência social e da saúde pública medieval em Portugal. Estes locais eram estabelecimentos destinados ao isolamento e tratamento de doentes com lepra (gafos), uma patologia que, na Idade Média, carregava um pesado estigma religioso e social. A criação de gafarias fora das muralhas das cidades era uma prática comum para garantir o isolamento profilático, protegendo a população sã. Situada fora da cidade, junto ao Rio Cávado, no lugar da Ordem, que ficava na estrada que ia da Fonte de Baixo para o Casal de Nil ou do Nique, junto à Ermida de Santo André. Uma localização estratégica por estar afastada do núcleo urbano principal, mas próxima o suficiente para receber esmolas e apoio da comunidade. A Gafaria de Barcelos ganhou especial relevância sob o patrocínio da Casa de Bragança. D. Afonso, o 1.º Duque de Bragança e 8.º Conde de Barcelos (1377–1461), demonstrou particular interesse na assistência aos desvalidos. Mas como era a vida dentro de uma gafaria? A vida dentro da gafaria era regida por normas rigorosas. Tinham uma organização interna própria, muitas vezes com um "procurador" ou "juiz dos gafos" que geria os seus bens. Apesar do isolamento, os leprosos não estavam totalmente inativos. Muitas vezes, eles próprios geriam os bens da gafaria, realizavam compras e vendas, e cultivavam terras para a sua subsistência, tudo dentro do perímetro desta. O complexo era composto por pequenas habitações para os doentes e uma capela central. O padroeiro, Santo André, era frequentemente invocado nestas instituições. Estabelecida fora das muralhas para evitar o contágio, mas próxima de vias de passagem (como o Caminho de Santiago) para facilitar a recolha de esmolas, que eram a principal fonte de sustento. A distribuição geográfica das terras da gafaria abrangia 35 freguesias diferentes, que se distribuíam num raio de 20 a 30 quilómetros. Em 1464, segundo os Tombos da Gafaria[1] aparece-nos o nome dos gafos que moravam na gafaria. Eram apenas dois, o que confirma o facto de a lepra estar em recessão: João Afonso e Martim Lourenço. A 12 de maio de 1520, através de um Alvará régio do rei D. Manuel I, a ordenar, aos juízes, vereadores, procurador e homens bons de Barcelos, a união do hospital e gafaria à Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, cuja administração passaria a estar sob jurisdição dos oficiais da Misericórdia. A passagem da gestão para a Misericórdia de Barcelos em 1520 marcou o início de um controlo mais rigoroso e de uma assistência mais próxima. Documentos raros mostram-nos casos reais, como o de Pedro Gil, cuja família foi vítima da doença, restando apenas uma filha órfã que a Misericórdia se comprometeu a alimentar. Mas em 1593, através da leitura do livro dos acórdãos e eleições da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (1584-1627]), no fl. 61v temos notícia de uma herança de uma família de leprosos pela Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, vejamos: Consegue ler o que diz aqui? Este documento com mais de 400 anos conta a história de uma família de Barcelos... Figura 1 - Termo da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos sobre a herança de uma mulher e seus filhos que morreram na gafaria (1593). Fonte: Arquivo Leonor, Livro dos acórdãos e eleições da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos 1584-1627, fl. 61v. disponível em https://atom.misericordiabarcelos.pt/index.php/297y-w5d5-tq8t Nós ajudamos, estamos aqui para isso: (…) Vendeu-se nesta casa uma certa herança que havia da freguesia de Santo André de Palme da segunda mulher e filhos de Pedro Gil, a qual mulher e um seu filho Gonçalo morreram na gafaria e ficou uma filha que já está enferma e se vendeu juntamente a herança de todos três por seis mil e duzentos reis e fica esta casa obrigada a pagar cada um ano à dita moça órfã um quarto de pão ou o que se achar pelo inventário (…). Com o passar dos séculos, o declínio da lepra levou à transformação destas estruturas. Em Barcelos, tal como noutras localidades, o património da gafaria foi progressivamente integrado noutras instituições de caridade ou hospitais da Misericórdia, perdendo a sua função original de leprosaria mas mantendo o seu legado de assistência aos pobres. [1] A publicar ainda este ano pela Santa Casa da Misericórdia de Barcelos. (Autoria: Alexandra Vidal)
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