“JÁ LAVOU AS MÃOS HOJE?”
A pergunta surgiu, na Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) de Santo António, em jeito de alerta: “Já lavou as mãos hoje?”.
A Organização Mundial da Saúde instituiu o dia 5 de maio como Dia Mundial da Higiene das Mãos. Em contexto de pandemia, a higiene das mãos assume, como sabemos, particular relevância.
“Salve vidas, lave as mãos” é o conselho que nos deixam os utentes da UCCI.










Dia Mundial da Higienização das Mãos_ UCCI (1)
MISERICÓRDIA DE BARCELOS ASSINALOU DIA DA MÃE E O DIA DA FAMÍLIA
No Dia da Mãe, agradecemos, de modo mais especial, às mães. Na Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, também as nossas crianças celebram o amor à sua Mãe, preparando, com todo o cuidado e carinho, uma lembrança para lhe oferecer.






























































Dia da Mãe_CAF (1)
Homenageamos também todas as mães que vivem nas nossas unidades, mas também as mulheres que, não sendo mães, na sua vida, já criaram, cuidaram, protegeram, acarinharam, educaram.
Já a 15 de maio, o Dia Internacional da Família foi celebrado por crianças e pessoas idosas da Misericórdia de Barcelos, como forma, desde logo, de sublinhar o importante papel da família na vida de cada um de nós.
LNSM COMPLETOU 31.º ANIVERSÁRIO
O Lar Nossa Senhora da Misericórdia (LNSM) completou, a 19 de maio, 31 anos ao serviço das pessoas idosas que precisam dos nossos cuidados.
O aniversário foi assinalado de forma festiva, ao longo do dia. De manhã, Augusto Canário foi o convidado musical que animou utentes e colaboradores e, da parte da tarde, decorreu uma eucaristia de Ação de Graças.






































LNSM_ Comemoração 31.º aniversário (1)
UTENTES DA SCMB VIVERAM, COM DEVOÇÃO, O MÊS DE MARIA
Maio, mês de Maria, é vivido com devoção e Fé, em várias unidades da Misericórdia de Barcelos, onde prestamos homenagem à Mãe de Misericórdia. Este ano, não foi exceção. De forma comedida e acautelando todas as medidas de segurança, foram vários os momentos de introspeção vividos ao longo do mês de maio.
A 31 de maio – dia em que se assinala a festa litúrgica da Visitação de Nossa Senhora, também considerado Dia de Nossa Senhora da Misericórdia –, no Lar da Misericórdia e Lar Rainha Dona Leonor, foi realizado um “Terço campal”, com a participação ativa e amiga do Frei Filipe e de colaboradores da SCMB, contando igualmente com momentos musicais, protagonizados pela Professora Tatyana Raleva.
Também no Lar do Centro Social Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa, em Silveiros, e na Unidade de Cuidados Continuados Integrados de Santo António, os nossos utentes e colaboradores assinalaram o encerramento do Mês de Maria.














































Encerramento do Mês de Maria_CSCMENC (1)
CRIANÇAS CELEBRAM A PRIMAVERA
A primavera é conhecida como a estação das flores, tempo cor, alegria e, acrescentamos, de grande criatividade. Assim o mostram os trabalhos realizados pelas nossas crianças.











Primavera_CIB_Sala 3 (1)
SCM Barcelos, 03-06-2021
No Arquivo Leonor da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, a história da assistência feminina desdobra-se ao longo dos séculos através de testemunhos de valor inestimável. Exemplo disso é a memória de Maria Lopes, uma das muitas doadoras que deixaram bens e legados para o sustento do Hospital e da Gafaria de Barcelos (instituições cujos tombos e rendas vieram a integrar o património da Misericórdia). Através do seu apoio material e espiritual, mulheres como D. Maria Lopes garantiram a sustentabilidade do socorro aos pobres, doentes e leprosos, afirmando o seu papel fundamental na caridade comunitária, numa época em que a sua ação decorria sobretudo no plano dos legados, da devoção e do mecenato. Este documento é, assim, apenas um entre muitos exemplos do nosso arquivo que revelam a longa e contínua história da participação feminina na Santa Casa da Misericórdia de Barcelos — uma memória que continuaremos a divulgar, dando a conhecer brevemente muitas outras mulheres que marcaram o percurso da nossa instituição. Hoje, essa presença cimeira é uma realidade bem viva: a atual Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos conta com uma Vice-Provedora e com diversas mulheres a desempenhar cargos de elevado destaque, dando continuidade a um legado secular de compromisso, liderança e dedicação à causa assistencial. Aqui fica um excerto da doação que se encontra no Livro VIII das Cópias dos Títulos Antigos: Saibam quantos este instrumento de doação e satisfação ou como melhor em direito haja lugar virem que no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1581, aos sete dias do mês de abril do dito ano na vila de Barcelos, nas pousadas de Maria Lopes dona viúva, moradora em a dita vila, mulher que foi de Dinis Anes Cogominho (…) como aprouve de dar para sempre à dita gafaria e confraria e hospital (…) a bouça chamada da Agra de Barcelos sita na saída dos arrabaldes do Salvador da dita vila de Barcelos (…) em nome da dita Confraria e Provedor e Irmãos dela e que vão logo tomar posse real atual por si e por quem quiser e prometeu de nunca ir contra isto (…) Figura 1. Excerto da cópia da doação de Maria Anes Cogominho (1581). Arquivo Leonor Figura 2. Capa do Livro VIII de cópias dos títulos antigos. Arquivo Leonor Disponível em: VIII Livro de cópias dos títulos antigos - Arquivo Misericórdia Barcelos (Texto: Alexandra Vidal)
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Lembrando e sublinhando o “compromisso contínuo da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (SCMB) com a saúde da comunidade”, a instituição barcelense promoveu a 9.ª edição do seu Open Day da Saúde. A manhã foi dedicada à saúde, ao bem-estar e ao envelhecimento ativo. Além da técnica, da ciência e da superação, falou-se de afetos e de cuidados humanizados. “O mundo está a envelhecer depressa”, mas, defendeu Nuno Reis, “não basta viver mais, é preciso viver esses anos com autonomia, participação, sentido e qualidade de vida” e, para isso, destacou a importância da medicina física e de reabilitação como uma “disciplina nuclear na resposta ao envelhecimento”. Na sessão de encerramento do Open Day da Saúde, o provedor da SCMB lembrou que “reabilitar não é apenas restaurar uma função, é restituir dignidade, escolha e identidade, a quem muitas vezes sente que já as perdeu”. O dirigente foi mais longe, ao reforçar a importância da prevenção: “A melhor reabilitação é aquela que se torna desnecessária. Ou seja, aqui reside uma mensagem muito importante: o verdadeiro investimento civilizacional que temos de fazer, enquanto sociedade e que está a envelhecer a este ritmo, é deslocar o centro de gravidade dos nossos sistemas de saúde do tratamento da dependência para a prevenção”. E, para isso, defendeu a prática de atividade física ao longo de toda a vida, investimentos em rastreios precoces, combate ao sedentarismo e ao isolamento social, bem como a aposta na literacia em saúde. O programa do 9.º Open Day da Saúde esteve completamente alinhado com a ideia defendida: ao princípio da manhã, decorreu uma caminhada, sob o mote “Mais vida em movimento”, a que se seguiram rastreios (podologia, ocular) muitos participados; avaliação da idade metabólica e da glicemia/tensão arterial; sessões de hidroterapia, pilates clínico, drenagem linfática manual e terapia ocupacional; e animação para todas as idades. Mesa-redonda “A Medicina Física e de Reabilitação e o Envelhecimento Ativo” “Vivemos hoje mais anos do que qualquer geração antes de nós”, o que representa um “desafio de organização social e de saúde pública sem precedentes”. Com esta realidade em mente, vários profissionais de saúde refletiram esta manhã, na mesa-redonda sobre "A Medicina Física e Reabilitação e o Envelhecimento Ativo". Moderado por Nuno Reis, provedor da SCMB, responsável também pela área da Saúde, o painel contou com intervenções de Miguel Ornelas Azevedo, médico de Medicina Geral e Familiar; Armanda Pinto, médica fisiatra e diretora clínica do Centro de Medicina Física e de Reabilitação (CMFR); Carlos Esteves, fisioterapeuta do CMFR; André Sousa, podologista da instituição; e Afonso Pimentel, coordenador do Instituto Gineste-Marescotti Portugal – Humanitude, metodologia de cuidados humanizados, implementada nas estruturas residenciais para pessoas idosas da SCMB. Entre as várias intervenções, Miguel Ornelas Azevedo defendeu que “envelhecer é um processo inexorável. Todos vamos envelhecer, mas não é um processo uniforme. […] Envelhecer é inevitável, envelhecer mal é que não”. Já Armanda Pinto lembrou que, “no século XXI, o desafio é viver mais, com saúde, autonomia e independência funcional”, ao passo que sublinhou a “importância da abordagem multidisciplinar e nunca esquecer de envolver a família neste contexto de tratar a pessoa idosa”. Já Carlos Esteves apresentou alguns exercícios para melhorar a qualidade de vida no processo de envelhecimento, concretamente, ao nível da mobilidade, fortalecimento e equilíbrio. E à questão “Como vamos envelhecer enquanto sociedade?”, Nuno Reis sintetizou a reflexão partilhada ao longo da manhã: “As respostas que hoje aqui foram partilhadas, construídas, refletidas, são claras: precisamos de equipas multidisciplinares articuladas, precisamos de referenciação atempada entre os cuidados de saúde primários e os cuidados de reabilitação. Precisamos de investir, pois, tanto na prevenção quanto investimos no tratamento e precisamos, acima de tudo, de nunca perder de vista que, por trás de cada indicador de envelhecimento, existe uma pessoa que quer continuar a viver a sua vida com autonomia e com dignidade”. [ALBUM:1557]
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