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22 Jul
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António Miguel da Costa Almeida Ferraz

“Amigo dedicado e lealíssimo, nunca proferiu uma palavra ou praticou uma acção que podesse susceptibilizar quem estimava e quando algum desengano ou contrariedade o feria, elle magnanimamente tudo desculpava e perdoava.” In Jornal O Barcellense, sábado, 4 de Março de 1916, n.º 261   António Miguel da Costa Almeida Ferraz nasceu a 3 de outubro de 1855, na Casa do Tanque, em Barcelinhos. Era filho de Custódio da Costa Almeida Ferraz e de D. Maria do Carmo de Morais Campelo Cerqueira de Lemos. Formou-se em Medicina pela Escola Médico-Cirúrgica do Porto e foi médico-cirurgião em Barcelos, exercendo apenas por caridade ao próximo. Por isso, mesmo não pertencendo à Galeria dos Benfeitores, a sua figura merece particular destaque. Teve foro de fidalgo-cavaleiro da Casa Real, militou no partido progressista, foi administrador do concelho de Barcelos e vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Barcelos. António Miguel da Costa Almeida Ferraz exerceu o cargo de provedor da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, entre 1899 e 1904. A Santa Casa deve-lhe a autoria do Regulamento do Hospital e a elaboração das Tabela das Dietas, que esteve em vigor até 1933. Chegou também a ser responsável pela reconstrução de parte do edifício hospitalar voltado ao Campo da Feira, em 1910, ano em que a instituição da República o afastou do lugar. Homem de Letras, foi um prolífico escritor, historiador local e genealogista. Sempre viveu solteiro na companhia das suas irmãs na Casa do Tanque, onde faleceu a 28 de fevereiro de 1916.

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21 Jul
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As crianças e o divórcio dos pais

O momento da separação ou divórcio dos pais pode ser especialmente difícil para as crianças. O comportamento dos pais durante o processo é determinante para prevenir a instabilidade da família e saber separar os problemas conjugais ajuda na reorganização desta estabilidade. Dependendo da sua faixa etária, a criança poderá reagir de formas diferentes. Em idade pré-escolar, a capacidade que as crianças têm de diferenciar a realidade da fantasia é pequena, pelo que podem sentir-se responsáveis por terem afastado o pai ou a mãe. Assim, é imprescindível deixar claro que o divórcio não tem nada a ver com o comportamento da criança e que o pai e a mãe continuarão a cuidar dela. É preciso que os pais preparem os filhos para as mudanças que vão ocorrer e que as regras relacionadas com a responsabilidade parental estejam bem definidas. Em idade escolar, a criança tem a fantasia da reconciliação dos pais e pode pensar que tem o poder de os unir. É importante esclarecer que o filho não tem responsabilidade pela separação, dar-lhe espaço para que expresse os seus sentimentos e faça todas as perguntas que entender. Na adolescência, deve explicar-se as mudanças que vão acontecer na rotina familiar, garantindo a continuidade dos vínculos afetivos. A possibilidade de o adolescente participar na escolha da guarda parental deve ser discutida e analisada cautelosamente. Sofia Miranda Psicóloga no Centro de Medicina Física e de Reabilitação da SCMB

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