No primeiro domingo de maio – este ano, dia 4 –, homenageámos a(s) Mãe(s). A efeméride convida à celebração da Vida, valorizando o papel da mulher que cuida, protege, educa e orienta. Ei-la, à Mãe, com o seu amor incondicional, ternura e dedicação.
Na verdade, acreditamos que todos os dias são válidos para esta justa homenagem, mas, ainda assim, comemoramos a data, agradecendo às Mães que cuidam e que amam, às que estão connosco ou que são memória bem presente, sejam de sangue ou “de coração”. Homenageámos, igualmente, as mulheres que, não sendo mães, ao longo do seu percurso de vida, já criaram, cuidaram, protegeram, educaram, ampararam.
“A coisa no mundo mais parecida com os olhos de Deus são as mães”. Eis a forma como o Cardeal José Tolentino de Mendonça nos mostra como as mães veem e amam como Deus.
Nas estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI) e na Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) de Santo António, houve momentos simbólicos de reconhecimento às mães que aí residem. Entretanto, ontem, decorreu uma eucaristia de ação de graças, que contou com a participação de utentes das várias ERPI.
Missa do Dia da Mãe























Eucaristia_ Dia da Mãe_ 06-05-2025_ 01
UCCI de Santo António
















Celebração Dia da Mãe_ UCCI_ 01
Lar do Centro Social Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa*







Dia da Mãe_ LCSCMENC_ 01
*Agradecemos à Farmácia Avenida a simpática oferta de um perfume para cada mãe.
Lar da Misericórdia/Lar Rainha Dona Leonor





























Dia da Mãe_ LM_LRDL_ 01
Nas várias unidades de Educação na Infância da SCMB, com o apoio das educadoras e das auxiliares, as crianças prepararam uma lembrança para oferecer à Mãe. De forma criativa e dedicada, os mais pequenos elevaram as qualidades da sua Mãe, demonstrando, igualmente, gratidão e amor.
Centro Infantil de Barcelos















Dia da Mãe_ CIB_ Sala 1_ 01
CSCMENC – Educação na Infância










Dia da Mãe_ CSCMENC_ 01
Infantário Rainha Santa Isabel













Dia da Mãe_ IRSI_ 01
SCM Barcelos, 07-05-2025
O Rosto da História espelhos do passado: Identidade e Memória nos Livros de doentes do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos Houve um tempo em que entrar num hospital era mais do que um ato clínico; era o registo solene de uma existência perante a caridade e a história. No Arquivo da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, os livros de movimentos de doentes do século XVIII funcionam como autênticos portais. Numa era sem bilhetes de identidade ou fotografias, como se imortalizava quem chegava? No século XVIII, a entrada no Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos era um resgate do anonimato, resultando em descrições físicas — os traços do rosto, os sinais particulares — que conferem a estes antepassados do século XVIII uma presença física quase palpável. Mais do que nomes, estes livros guardam a essência da condição humana perante o tempo. É a identidade física, em toda a sua dignidade e fragilidade, que aqui se perpetua. O Espelho do Quotidiano — o fascínio deste documento reside também no minucioso inventário de bens. Ao descrever as roupas com que os enfermos davam entrada, o livro torna-se um autêntico "espelho do passado". Por meio da textura de um tecido, do corte de uma capa ou do detalhe de um adereço, conseguimos visualizar a estratificação social e a cultura material da época. Vestir aquela pessoa com palavras é, simbolicamente, devolvê-la ao seu contexto vivo e social. Visitar este livro é, portanto, encontrar Barcelos no século XVIII pelos olhos de quem acolhia. É um documento que não guarda apenas dados, mas também a essência de quem fomos, oferecendo-nos a oportunidade única de olhar para trás e reconhecer, no papel, a humanidade daqueles que nos precederam. Estes documentos são exemplares magníficos do que descreveu anteriormente: uma mistura de burocracia hospitalar, inventário de moda popular e retrato físico. Vamos conhecer algumas destas pessoas? António Pereira (Oficial da Casa de Bragança) Este registo é particularmente interessante pela ocupação do doente. Nome: António Pereira desta Vila, oficial da Casa de Bragança. Morada na Rua Nova. Idade de 50 anos. Fisionomia: Estatura ordinária, cara redonda, olhos pretos, muita barba. Bens/Vestuário: Traz capote de pano, vestido de saragoça. Datas: Entrou neste Hospital a 11 de Maio de 1769. Saiu a 23 de Maio de 1769. Nicolau da Costa Nome: Nicolau da Costa desta vila. Idade de quarenta e cinco anos. Fisionomia: Estatura ordinária, magro, cara cumprida, cabelo preto, olhos pardos. Bens/Vestuário: Trazia hum capote de saragoça já velho e uma casaca de pano escuro, calções. Datas: Admitido a este Hospital aos quatro de janeiro de 1768. Polónia Lopes Este registo é muito rico na descrição das cores e tecidos femininos. Nome: Polónia Lopes da Fonte de Baixo. Fisionomia: magra, cara comprida, olhos azuis e nariz comprido. Bens/Vestuário: saia de riscas velha, uma capa velha de baeta preta, as feições cor branca, cara comprida, olhos azuis e nariz comprido. Datas: entrou neste Hospital aos 12 de janeiro] de 1768. Saiu aos 20. E as curiosidades não ficam por aqui: A "Saragoça", um tecido de lã muito resistente e comum nas capas e capotes do século XVIII. A descrição dos "olhos azuis" e "nariz comprido" é um exemplo perfeito daquele "espelho do passado" que mencionamos — quase conseguimos imaginar o rosto dela ao entrar no hospital no inverno de 1768. Estes tesouros documentais não estão guardados apenas em estantes fechadas. Para os investigadores, curiosos ou descendentes que desejem explorar estes "espelhos do passado", o Arquivo da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos disponibiliza o acesso através da plataforma Atom. Lá, poderá folhear virtualmente estes Livros de Movimentos de Doentes, cruzando as descrições físicas com os contextos históricos de cada época. É uma viagem única pela memória da cidade e da assistência, agora à distância de um clique no Arquivo Leonor: https://atom.misericordiabarcelos.pt/index.php/napc-2m8c-q4kw Fonte: Os trajes e os costumes populares portugueses no século XIX, representados no livro "Le costume historique", de Albert Racinet e publicado em 1888, Disponível em https://archive.org/details/gri_33125008496693 E, já agora, repararam que o calçado não é mencionado? Sim, é verdade. Muitas pessoas, se não a maioria, andavam descalças. Até à próxima rubrica! [Texto: Alexandra Vidal]
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Esta terça-feira, na Igreja da Misericórdia, crianças do pré-escolar, utentes do Centro de Dia e pessoas idosas residentes nas estruturas da Santa Casa celebraram a Divina Misericórdia, numa cerimónia onde se evocou e viveu a felicidade, o amor e a alegria sem fim. A eucaristia muito participada – por utentes, familiares, colaboradores e fiéis da Igreja da Misericórdia – foi animada musicalmente pelas crianças e marcada por momento de grande simbolismo, gratidão e emoção. Na homilia, o padre Vítor Sá lembrou que, na Festa da Divina Misericórdia, “celebramos alguém que, no meio de nós, dando-nos a sua paz, dando-nos o seu amor, dando-nos o seu perdão, é, em tudo isto, misericórdia para todos”. E, com a participação das crianças, sublinhou a mensagem da liturgia: “Jesus vai ao encontro dos discípulos e transforma o medo em alegria, transforma a dúvida em fé, transforma a incerteza em esperança. Ele deixa-nos a alegria, a fé e a esperança. E nós, a partir daquilo que Ele nos dá, a partir deste coração bom, que se abre para todos, somos chamados a imitá-lo, somos chamados a percorrer o mesmo caminho”. Recorde-se que a Festa da Divina Misericórdia é celebrada, no segundo Domingo da Páscoa, há 26 anos, por iniciativa de São João Paulo II. A data foi, então, assinalada ontem, numa eucaristia especial, animada musicalmente pelas crianças do pré-escolar da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos. [ALBUM:1445]
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