Com a chegada do mês de setembro, é altura de olhar para trás e recordar alguns momentos que marcaram o último mês, nas várias unidades operacionais e áreas da Misericórdia de Barcelos.
Além da Festa Branca e de outras festividades e momentos de confraternização e bem-estar, assinalamos e recordamos, hoje, outras atividades.
Veja os registos fotográficos aqui.
4.ª EDIÇÃO DA “MODA SOLIDÁRIA”
No princípio de agosto, a Loja Social abriu portas para mais edição da “Moda Solidária” (4.ª), uma campanha de distribuição gratuita de vestuário e calçado para homem, senhora e criança.
A iniciativa, aberta a toda a comunidade, foi promovida pelo Serviço de Ação Social & Voluntariado e decorreu em formato de feirinha solidária, onde cada pessoa pôde escolher e levar consigo, sem qualquer custo, os artigos de que realmente necessitava. Nesta edição, foram doadas 1.110 peças de roupa, tendo-se registado a participação de 46 pessoas da comunidade abrangidas, sendo que algumas eram já acompanhadas pelo Serviço de Ação Social.





Moda Solidaria_ Edicao 4_ 01
CELEBRAR A CULTURA E O ARTESANATO
Atividade de Olaria – Centro Infantil de Barcelos (CIB)
No princípio do mês, no CIB, recebemos a visita de um pai e artesão – Bruno Dantas –, que proporcionou, às crianças do pré-escolar, uma manhã de aprendizagem e experimentação.



































Atividade Olaria_ CIB_ 2026 (1)
Visita Mostra de Artesanato e Cerâmica de Barcelos
Vários utentes das ERPI da SCMB visitaram, a 7 de agosto, a Mostra de Artesanato e Cerâmica de Barcelos, a convite do Município. Os nossos utentes e os de outras instituições do concelho desfrutaram de uma visita “mais tranquila”, fruindo deste evento cultural e artístico.








VISITA_ MOSTRA ARTESANATO E CERAMICA_ 07-08-2026_ 01
DIAS COMEMORATIVOS: DO DOCE À FOTOGRAFIA
Dia do Bordado – Lar da Misericórdia e Lar Rainha Dona Leonor (LM/LRDL)






















Dia do Bordado 2026_ LM-LRDL_ 01
Dia da Fotografia – LM/LRDL




































DIA DA FOTOGRAFIA_ LM_LRDL_ 01
Dia do Doce – Lar Nossa Senhora da Misericórdia e Centro de Dia (LNSM/CD)







DIA DO DOCE_ LNSM_CD_ 01
Dia do Cão – Lar de Santo André (LSA)



Dia do Cão_ LSA_ 2026 (1)
OUTRAS ATIVIDADES
Boccia na UCCI (com participação de utentes do LSA e do LNSM)








BOCCIA LNSM_ UCCI_ 2026 (1)
Confeção de bolo de bolacha - Lar Nossa Senhora da Misericórdia e Centro de Dia







CONFECAO BOLO DE BOLACHA_ LNSM-CD_ 01
Saída pedonal dos utentes do LNSM e CD até à pastelaria






SAIDA PEDONAL_ LNSM_CD_ 01
SCM Barcelos, 02-09-2026
“A Medicina Física e de Reabilitação e o Envelhecimento Ativo” é o mote para a 9.ª edição do Open Day da Saúde, que acontece na manhã de 19 de setembro, no Centro de Medicina Física e de Reabilitação, da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos. Trata-se de uma iniciativa de promoção da saúde, que, a partir das 08h30, contempla várias atividades: caminhada, workshops, rastreios e uma mesa-redonda, com os contributos de vários especialistas. A participação é gratuita, mas carece de inscrição, através de https://bit.ly/4z36m6k.
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Por trás da sobriedade dos registos contabilísticos, esconde-se o verdadeiro pulsar de uma comunidade. O Livro de Despesa mais antigo da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, compreendido entre 1728 e 1745, é muito mais do que uma listagem de entradas e saídas de capital: é um valioso testemunho da vida quotidiana, das redes de solidariedade, da religiosidade e do funcionamento institucional da vila setecentista. Este manuscrito detalha a gestão financeira da instituição — desde a cobrança de juros e foros, dentro e fora do concelho, até aos encargos com as festividades dos santos patronos. Revela também o compromisso assistencial da Misericórdia através do financiamento de enterros e sufrágios, da manutenção do templo, do pagamento dos seus oficiais e, sobretudo, do apoio aos mais vulneráveis, fornecendo vestuário e alimentação a pobres e presos. Recebeu o irmão celeireiro Manuel de Faria pela rasa corrente, oitocentas cinquenta e quatro rasas e meia e meio quarto e pelo alqueire, quinhentas e trinta e uma e meia, (…) das quais se despenderam em ordinárias e esmolas, nos jantares dos presos, dia dos Fiéis de Deus, a saber, ao capelão mor da Casa José Vieira de Abreu cinquenta e duas, ao servente Manuel Coelho cinquenta e duas, ao moço da sacristia vinte e seis, ao hospitaleiro da Casa trinta, ao cirurgião da Casa Simão Alves quarenta, e para se cozer para o jantar dos presos, em dia de Todos os Santos, e para as esmolas que na Casa se dão aos pobres em dia dos Fiéis de Deus, quarnta; e a pessoas particulares em esmolas sessenta e oito rasas e aos presos que se cozeram pelo Natal e Páscoa (…). Pão, Esmolas e Solidariedade ou como se geria o celeiro da Misericórdia Os registos do celeiro ilustram com precisão a distribuição dos bens essenciais na vila. Numa das passagens, o irmão celeireiro Manuel de Faria contabiliza a entrada e o consumo de cereais para apoiar a comunidade e os funcionários da instituição: «Recebeu o irmão celeireiro Manuel de Faria pela rasa corrente, oitocentas cinquenta e quatro rasas e meia e meio quarto e pelo alqueire, quinhentas e trinta e uma e meia (…) das quais se despenderam em ordinárias e esmolas, nos jantares dos presos, dia dos Fiéis de Deus, a saber: ao capelão-mor da Casa, José Vieira de Abreu, cinquenta e duas; ao servente Manuel Coelho, cinquenta e duas; ao moço da sacristia, vinte e seis; ao hospitaleiro da Casa, trinta; ao cirurgião da Casa, Simão Alves, quarenta; e para se cozer para o jantar dos presos, em dia de Todos os Santos, e para as esmolas que na Casa se dão aos pobres em dia dos Fiéis de Deus, quarenta; e a pessoas particulares em esmolas, sessenta e oito rasas, e aos presos que se cozeram pelo Natal e Páscoa…» Um requinte encomendado: A Tumba Nova e a Bandeira Perdida Entre as várias verbas inscritas, destaca-se a encomenda de materiais nobres para as cerimónias fúnebres e processionais. Embora a bandeira descrita não tenha chegado aos nossos dias, o manuscrito perpetua o seu luxo e opulência originais: «Despendeu para o custo da tumba nova e bandeira e gastos que se fizeram na condução até se recolher na Santa Casa: duzentos e setenta e dois mil setecentos e onze réis.» Para vinte côvados de veludo subido, a preço de dois mil e cinquenta o côvado: quarenta e cinco mil réis. Para vinte e nove varas e uma oitava de franja de ouro de França, à razão de mil setecentos e cinquenta réis a onça, e duas oitavas de galão de ouro, à razão de mil e quinhentos e oitenta réis a onça (…) Para nove côvados de olandilha preta, à razão de cento e sessenta réis o côvado…» A Arte da escrita e a elegância nas Iniciais Ornamentadas Para além do seu inestimável valor documental e histórico, o livro destaca-se também pelo rigor e apuro estético da escrita da época. As suas capitulares, ornamentadas com motivos florais entrelaçados em tinta-da-china — como a majestosa inicial de «Recibo da Santa Caza da Mizericordia desta villa de Barcellos do anno de 1734» — transformam a gestão contabilística numa verdadeira obra de arte caligráfica. Venha descobrir a história viva guardada no Arquivo Leonor da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos.
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