Cerca de 300 postais foram hoje distribuídos pelos utentes das cinco Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) - Lar Santo André, Lar Nossa Senhora da Misericórdia, Lar do Centro Social Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa, Lar da Misericórdia e Lar Rainha Dona Leonor -, do Centro de Dia e da Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI).
A iniciativa de produzir os postais partiu da equipa de professores da Profitecla de Barcelos e foi abraçada pelos alunos, "de imediato, com muito empenho e muito entusiasmo", conforme sublinhou Cristiana Amaral, professora da instituição.
A atividade envolveu perto de 300 alunos, com "trabalhos de todo o género, dos mais simples aos mais elaborados", mas, sobretudo, "com o intuito de fazer chegar este miminho, esta mensagem bonita aos utentes da Santa Casa, com toda a segurança, lembrar que continuamos cá, embora eles estejam lá dentro fechados".
Carla Sofia, aluna da Profitecla de Barcelos, com gosto pelas artes, foi uma dos que abraçou a iniciativa de forma entusiasmada e fez 13 postais. "Que tenham força, não esmoreçam, não desistam, apesar desta fase", foi a mensagem que procurou transmitir. E foi de forma enternecida e com encanto que os nossos utentes receberam estas mensagens de Natal.
A Santa Casa agradece o gesto nobre da Profitecla e de todos os que se empenharam neste trabalho.










































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SCM Barcelos, 23-12-2020
No Arquivo Leonor da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, a história da assistência feminina desdobra-se ao longo dos séculos através de testemunhos de valor inestimável. Exemplo disso é a memória de Maria Lopes, uma das muitas doadoras que deixaram bens e legados para o sustento do Hospital e da Gafaria de Barcelos (instituições cujos tombos e rendas vieram a integrar o património da Misericórdia). Através do seu apoio material e espiritual, mulheres como D. Maria Lopes garantiram a sustentabilidade do socorro aos pobres, doentes e leprosos, afirmando o seu papel fundamental na caridade comunitária, numa época em que a sua ação decorria sobretudo no plano dos legados, da devoção e do mecenato. Este documento é, assim, apenas um entre muitos exemplos do nosso arquivo que revelam a longa e contínua história da participação feminina na Santa Casa da Misericórdia de Barcelos — uma memória que continuaremos a divulgar, dando a conhecer brevemente muitas outras mulheres que marcaram o percurso da nossa instituição. Hoje, essa presença cimeira é uma realidade bem viva: a atual Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos conta com uma Vice-Provedora e com diversas mulheres a desempenhar cargos de elevado destaque, dando continuidade a um legado secular de compromisso, liderança e dedicação à causa assistencial. Aqui fica um excerto da doação que se encontra no Livro VIII das Cópias dos Títulos Antigos: Saibam quantos este instrumento de doação e satisfação ou como melhor em direito haja lugar virem que no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1581, aos sete dias do mês de abril do dito ano na vila de Barcelos, nas pousadas de Maria Lopes dona viúva, moradora em a dita vila, mulher que foi de Dinis Anes Cogominho (…) como aprouve de dar para sempre à dita gafaria e confraria e hospital (…) a bouça chamada da Agra de Barcelos sita na saída dos arrabaldes do Salvador da dita vila de Barcelos (…) em nome da dita Confraria e Provedor e Irmãos dela e que vão logo tomar posse real atual por si e por quem quiser e prometeu de nunca ir contra isto (…) Figura 1. Excerto da cópia da doação de Maria Anes Cogominho (1581). Arquivo Leonor Figura 2. Capa do Livro VIII de cópias dos títulos antigos. Arquivo Leonor Disponível em: VIII Livro de cópias dos títulos antigos - Arquivo Misericórdia Barcelos (Texto: Alexandra Vidal)
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Lembrando e sublinhando o “compromisso contínuo da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (SCMB) com a saúde da comunidade”, a instituição barcelense promoveu a 9.ª edição do seu Open Day da Saúde. A manhã foi dedicada à saúde, ao bem-estar e ao envelhecimento ativo. Além da técnica, da ciência e da superação, falou-se de afetos e de cuidados humanizados. “O mundo está a envelhecer depressa”, mas, defendeu Nuno Reis, “não basta viver mais, é preciso viver esses anos com autonomia, participação, sentido e qualidade de vida” e, para isso, destacou a importância da medicina física e de reabilitação como uma “disciplina nuclear na resposta ao envelhecimento”. Na sessão de encerramento do Open Day da Saúde, o provedor da SCMB lembrou que “reabilitar não é apenas restaurar uma função, é restituir dignidade, escolha e identidade, a quem muitas vezes sente que já as perdeu”. O dirigente foi mais longe, ao reforçar a importância da prevenção: “A melhor reabilitação é aquela que se torna desnecessária. Ou seja, aqui reside uma mensagem muito importante: o verdadeiro investimento civilizacional que temos de fazer, enquanto sociedade e que está a envelhecer a este ritmo, é deslocar o centro de gravidade dos nossos sistemas de saúde do tratamento da dependência para a prevenção”. E, para isso, defendeu a prática de atividade física ao longo de toda a vida, investimentos em rastreios precoces, combate ao sedentarismo e ao isolamento social, bem como a aposta na literacia em saúde. O programa do 9.º Open Day da Saúde esteve completamente alinhado com a ideia defendida: ao princípio da manhã, decorreu uma caminhada, sob o mote “Mais vida em movimento”, a que se seguiram rastreios (podologia, ocular) muitos participados; avaliação da idade metabólica e da glicemia/tensão arterial; sessões de hidroterapia, pilates clínico, drenagem linfática manual e terapia ocupacional; e animação para todas as idades. Mesa-redonda “A Medicina Física e de Reabilitação e o Envelhecimento Ativo” “Vivemos hoje mais anos do que qualquer geração antes de nós”, o que representa um “desafio de organização social e de saúde pública sem precedentes”. Com esta realidade em mente, vários profissionais de saúde refletiram esta manhã, na mesa-redonda sobre "A Medicina Física e Reabilitação e o Envelhecimento Ativo". Moderado por Nuno Reis, provedor da SCMB, responsável também pela área da Saúde, o painel contou com intervenções de Miguel Ornelas Azevedo, médico de Medicina Geral e Familiar; Armanda Pinto, médica fisiatra e diretora clínica do Centro de Medicina Física e de Reabilitação (CMFR); Carlos Esteves, fisioterapeuta do CMFR; André Sousa, podologista da instituição; e Afonso Pimentel, coordenador do Instituto Gineste-Marescotti Portugal – Humanitude, metodologia de cuidados humanizados, implementada nas estruturas residenciais para pessoas idosas da SCMB. Entre as várias intervenções, Miguel Ornelas Azevedo defendeu que “envelhecer é um processo inexorável. Todos vamos envelhecer, mas não é um processo uniforme. […] Envelhecer é inevitável, envelhecer mal é que não”. Já Armanda Pinto lembrou que, “no século XXI, o desafio é viver mais, com saúde, autonomia e independência funcional”, ao passo que sublinhou a “importância da abordagem multidisciplinar e nunca esquecer de envolver a família neste contexto de tratar a pessoa idosa”. Já Carlos Esteves apresentou alguns exercícios para melhorar a qualidade de vida no processo de envelhecimento, concretamente, ao nível da mobilidade, fortalecimento e equilíbrio. E à questão “Como vamos envelhecer enquanto sociedade?”, Nuno Reis sintetizou a reflexão partilhada ao longo da manhã: “As respostas que hoje aqui foram partilhadas, construídas, refletidas, são claras: precisamos de equipas multidisciplinares articuladas, precisamos de referenciação atempada entre os cuidados de saúde primários e os cuidados de reabilitação. Precisamos de investir, pois, tanto na prevenção quanto investimos no tratamento e precisamos, acima de tudo, de nunca perder de vista que, por trás de cada indicador de envelhecimento, existe uma pessoa que quer continuar a viver a sua vida com autonomia e com dignidade”. [ALBUM:1557]
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