Pessoas Idosas

Porque uma maior longevidade nem sempre significa bem-estar e autonomia, a Santa Casa da Mi­sericórdia de Barcelos criou cinco Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), servindo a comunidade em geral, mas privilegiando os grupos mais vulneráveis.

É fundamental que as estruturas de apoio a esta população sejam adequadas e perso­nalizadas, tendo em conta as necessidades específicas de cada situação. Apostamos, assim, na prestação de serviços de qualidade a quem mais precisa de nós, através de uma equipa de colaboradores/as com perfis profissionais adequados às funções que desempenham, garantindo uma atuação humana centrada nas Pessoas.


LARES E SERVIÇOS

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Apoio Domiciliário

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Lar Santo André

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LAR NOSSA SENHORA DA MISERICÓRDIA

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Lar da Misericórdia

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Centro Social Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa

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Lar Rainha D. Leonor

Av. Dos Combatentes da Grande Guerra 4750-275 Barcelos

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Centro de Dia

Rua Dr. Santos Júnior 4750 Barcelos

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Notícias

19 Nov
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"O pouco que se possa fazer pode ajudar a fazer a diferença"

A Santa Casa da Misericórdia de Barcelos apresentou, na sexta-feira, dia 15 de novembro, o resultado do projeto-piloto “Mentes Ativas”. O projeto, direcionado para doentes com demência ou com défice cognitivo de ligeiro a moderado, teve como principal objetivo diminuir os períodos de confusão mental dos utentes com estes diagnósticos, ajudando, assim, a orientar para a realidade. Desenvolvido no Lar Santo André entre janeiro e julho do corrente ano, o projeto “Mentes Ativas” foi implementado pelo Serviço de Psicologia, com o apoio da equipa de auxiliares de geriatria do lar, em várias fases e através de diferentes atividades. “Nós começámos com uma avaliação inicial, que é uma avaliação individual. Aplicámos um instrumento cognitivo a cada um dos utentes participantes e depois, durantes seis meses, fizemos as chamadas atividades de intervenção, que consistiam em sessões de estimulação cognitiva em grupo”, explicou a psicóloga, Sofia Miranda. Além das sessões de estimulação, foram também usadas técnicas e materiais que ajudaram os utentes a orientar-se para a realidade: “Modificámos também o ambiente, com a implementação de sinalética, calendários, relógios e todo um conjunto de materiais que pudessem ajudar estes utentes a orientar-se melhor, quer na pessoa, quer no espaço e no tempo”, acrescentou a psicóloga. O resultado do projeto foi positivo, com o aumento de três pontos no teste cognitivo realizado em julho, “o que nos dá uma indicação que houve uma melhoria em termos de funcionalidade cognitiva no geral”, concluiu.   Mentes Ativas: a realidade das demências   Na conferência, a médica especialista em medicina interna da instituição, Joana Abreu, explicou que “a demência é uma deterioração que o nosso cérebro vai desenvolvendo ao longo do tempo e que nos vai fazer perder funções que tínhamos adquirido”. Apesar de a demência ser “o envelhecimento natural do cérebro” e de não ser possível “prever como este se vai comportar ao longo do tempo”, é possível retardar a doença, explicou a médica, na sua intervenção. O provedor da Misericórdia de Barcelos, Nuno Reis, felicitou o grupou pelo sucesso na implementação deste projeto e enalteceu a importância do trabalho em equipa no cuidado ao utente: “Queremos que os cuidados que prestamos a nível dos nossos lares sejam cuidados personalizados, como se fosse o nosso familiar mais querido a ser tratado por nós e, nessa perspectiva, a preocupação da Mesa Administrativa é criar condições para que o grupo dentro de cada um dos lares funcione melhor”. “É importante que cada um de nós perceba que o pouco que possa fazer pode ajudar a fazer a diferença e, independentemente daquilo que possam ser algumas diferenças que sabemos que existem, há algo que nos une e o que nos une, neste momento, é uma coisa chamada Santa Casa e o serviço que a Santa Casa deve proporcionar àqueles que mais precisam”, concluiu o provedor, Nuno Reis. No final, as colaboradoras que participaram na implementação do projeto receberam um diploma de reconhecimento, perante uma plateia composta por utentes e técnicos da instituição, familiares e elementos da Mesa Administrativa.   [ALBUM:18]

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30 Out
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Coro Sénior sobe a palco em musical dedicado a D. Dinis e D. Isabel

A idade é apenas um número e os nossos idosos voltaram a demonstrá-lo. Foi entre música, diálogos e trajes de época, que os idosos do Coro Sénior da Instituição subiram ao palco para contar a história do reinado de D. Dinis e D. Isabel, perante uma plateia lotada, no Teatro Gil Vicente, no passado dia 24 de outubro. A iniciativa marca o mês em que se comemora o Dia das Pessoas Idosas – outubro – e pretendeu ir mais além do registo habitual do grupo. “Já estamos num patamar em que a simples música tradicional, ou outras situações mais simples, já não são o ideal para trabalhar com eles. Então, lancei o desafio de fazermos um musical, uma vez que tem a componente religiosa e onde pudemos juntar a parte expressiva. Daí juntarmos essas duas situações: a expressão e a música”, explicou o professor de música, André Barbosa. O coro, formado há sete anos, conta com elementos até aos 92 anos. Trabalhar com pessoas desta faixa etária é tarefa que nem sempre é fácil, mas é enriquecedor, como revela o professor: “O trabalho é desafiante. Trabalhar com idosos não é a mesma coisa do que trabalhar com crianças, apesar de ter algumas parecenças. A criança quando não está interessada desliga completamente, com os idosos acontece a mesma coisa. O grau de exigência que eles colocam é muito”. “Se não for algo dentro daquilo que eles procuram, já não conseguimos o objetivo que pretendemos. Eu tenho sempre de fazer um trabalho que vá ao encontro do que eles procuram”, completa o professor. “No entanto, o balanço é muito positivo. Dá muito trabalho, mas é um trabalho completamente positivo, toda a gente percebeu isso, valeu a pena o esforço”, concluiu André Barbosa. O musical intitulado “Com D. Dinis e D. Isabel”, da autoria de José Carlos Godinho, narra, em 12 cenas, a história do sexto monarca de Portugal e da sua esposa, D. Isabel, que ficou conhecida como Rainha Santa e a quem é atribuída a lenda do Milagre das Rosas. Foi a Emília Durães, de 84 anos, que foi dada a missão de dar vida à Rainha Santa Isabel. No final, visivelmente feliz, descreveu a experiência: “Gostei imenso, só tive pena de estar um pouco rouca. Eu gosto de declamar, adoro. Gostei imenso de ver esta sala cheia, de fazer este musical, da roupa que me vestiram, parecia mesmo uma rainha!”. “Eu adorei a parte do milagre das rosas, senti que o público adorou. Adorei tudo! Voltava a repetir esta experiência porque gostei mesmo muito!”, contou, emocionada. Também Rosa Estrela, 82 anos, que vestiu o traje de aia, fez um balanço muito positivo deste musical, onde destacou os ensaios de grupo: “O que mais gostei foi de estarmos todos juntos. Gostei muito dos ensaios. Foi um ambiente muito cordial. Estou muito contente com o professor que temos, acho que realmente ele é muito criativo e admiro imenso a paciência dele. Tudo isto também é possível com a colaboração dos animadores da casa. Todas as pessoas fizeram o esforço em dar o melhor que puderam e, portanto, estou muito contente com tudo”, concluiu. No final, o provedor da Misericórdia de Barcelos, Nuno Reis, parabenizou o grupo pela excelente prestação que teve em palco.   O musical “Com D. Dinis e D. Isabel” foi organizado pela Departamento de Animação Sociocultural, com a participação do professor de música da Misericórdia de Barcelos e contou a presença de familiares, colaboradores e crianças da instituição, elementos da mesa administrativa e outras associações do concelho. [ALBUM:14]

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11 Set
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Deolinda Leal, utente do Lar da Misericórdia, celebra 102 anos de vida

Deolinda Leal, utente do Lar da Misericórdia, em Barcelos, celebrou, esta terça-feira, 102 anos de idade. Natural de Balazar (Póvoa de Varzim), Deolinda Mendes da Costa Leal viveu também em Paradela e Cristelo, no concelho de Barcelos. A sua vida foi passada a trabalhar na agricultura. Andou pouco tempo na escola, mas ainda hoje está capaz de ler. Deolinda Leal teve seis filhos, sendo que apenas quatro estão ainda vivos, e tem 19 netos, bisnetos e trinetos. O 102.º aniversário de Deolinda Leal foi assinalado esta terça-feira, numa festa em que não dispensou – como sempre, aliás! – a companhia das suas bonecas. De resto, além das bonecas, tem de ter sempre um lenço da mão no punho da camisola e, entre outras curiosidades, nunca quer que lhe fechem a porta do quarto.  

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